Saiba o que disse Zohran Mamdani na cidade natal do republicano – O progressista prometeu que a Big Apple “continuará sendo de imigrantes, construída por imigrantes e impulsionada por imigrantes” – ASSISTA
Brasília, 05 de novembro 2025
Zohran Mamdani, Prefeito democrata eleito de Nova York na terça-feira (4/nov), se estabeleceu como a vanguarda da oposição a Donald Trump, usando a cidade natal do ex-presidente para invalidar a legitimidade do establishment que ele representa e do qual se beneficiou.
Em discurso feito após o resultado ele rejeitou a premissa de que a elite define as regras, ecoando a declaração de que ‘nós nos recusamos a deixar que eles imponham as regras do jogo’.
A mensagem foi direcionada a mobilizar uma nação que se sente abandonada, com um simbolismo potente: “se alguém pode mostrar a uma nação traída por Donald Trump como derrotar ele, é a cidade que o viu nascer.”
O desafio foi lançado de forma inequívoca com uma provocação direta: “Então, Donald Trump, já que sei que você está assistindo. Tenho quatro palavras para você. Aumenta o volume.”
A estratégia apresentada, contudo, vai além do confronto pessoal, posicionando-se como um projeto para “aterrorizar um déspota” ao “desmontar as próprias condições que permitiram a ele acumular poder“, garantindo que o sistema seja resiliente não apenas contra Trump, mas contra “o próximo”.
O discurso apontou para o início de uma ofensiva em três frentes de atuação claras, desenhadas para atacar diretamente as bases de poder da oligarquia, com foco na erradicação da corrupção sistêmica e a exploração econômica através de políticas rigorosas, conforme reportagens publicadas por The New York Times, The Washington Post e CNN.
No setor de habitação, Zohran Mamdani prometeu responsabilizar proprietários abusivos, pois “os Donald Trumps da nossa cidade ficaram muito à vontade tirando vantagem de seus inquilinos.”
Na frente fiscal, o objetivo é “acabar com a cultura da corrupção que permitiu que bilionários como Trump soneguem impostos e explorem benefícios fiscais.”
Por fim, no campo trabalhista, a proposta de Mamdani é fortalecer os sindicatos, partindo da premissa de que “quando os trabalhadores têm direitos inabaláveis, os patrões que tentam explorá-los ficam bem pequenos.”
Juntas, essas três frentes formam um cerco coordenado: retiram o poder de exploração dos magnatas imobiliários, cortam o fluxo de capital ilícito da elite financeira e devolvem o poder de negociação à classe trabalhadora, conectando a luta por justiça social à defesa da própria democracia.
O clímax do discurso consolida a identidade de New York como a antítese programática e moral do nacionalismo trumpista, apresentando a sua essência imigrante como a principal força contra o avanço do autoritarismo.
A cidade foi reafirmada como um bastião progressista, onde a diversidade não é apenas um valor, mas o motor de sua resiliência e inovação.
Essa visão foi cravada com uma declaração enfática que define a alma da metrópole: “New York continuará sendo uma cidade de imigrantes, uma cidade construída por imigrantes. Impulsionada por imigrantes.”
A mensagem culminou em uma afirmação poderosa que funde a identidade da cidade com a legitimidade de sua nova liderança, selando o manifesto com uma declaração de representatividade e poder: “E a partir de hoje, liderada por uma imigrante.”
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O Trump precisa saber que não é do mundo, e presidente dos EUA, não é soberano, tem direitos e deveres a ser cumprridos
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