Investigação da PF aponta ligação com empresário suspeito de esquema bilionário na Bahia – SAIBA MAIS
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Brasília, 14 de abril de 2025
A Polícia Federal (PF) investiga o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), por sua sociedade com Alex Rezende Parente, um dos alvos da Operação Overclean, que apura desvios de R$ 1,4 bilhão em emendas parlamentares.
Segundo a Folha de S. Paulo, Reis é sócio de Parente na BR Par Participações desde 2018, com 10% das cotas, enquanto Parente, preso em dezembro de 2024, é apontado como líder de um esquema envolvendo fraudes em licitações e contratos superfaturados no Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs).
A prefeitura de Salvador não foi citada diretamente, mas a ligação societária levanta questionamentos sobre a gestão municipal, embora Reis negue irregularidades e afirme que a sociedade é lícita.
A operação, deflagrada em duas fases, revelou uma rede complexa de corrupção. Na segunda etapa, em 23 de dezembro de 2024, foram presos o vice-prefeito de Lauro de Freitas, Vidigal Cafezeiro, e outras figuras, como Carlos André de Brito Coelho, ex-prefeito de Santa Cruz da Vitória, acusados de manipular contratos públicos.
O grupo usava empresas fantasmas para lavar dinheiro, com planilhas indicando repasses de até R$ 1,7 milhão. A liderança de Marcos Moura, conhecido como “Rei do Lixo”, no esquema, que também envolveu o primo do deputado Elmar Nascimento, preso na primeira fase.
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O Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro Flávio Dino, determinou auditorias da Controladoria-Geral da União (CGU) e suspendeu R$ 4,2 bilhões em emendas para coibir irregularidades.
A investigação não implica diretamente Reis em crimes, mas a conexão com Parente intensifica o escrutínio sobre emendas parlamentares, tema sensível após denúncias de baixa transparência.
A defesa de Reis reforça que a sociedade é declarada e não está ligada aos contratos investigados, enquanto a PF segue apurando a extensão do esquema.












