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    Preços na Alemanha disparam 15%: AfD diz “basta de sanções, volte à Rússia”

    Amadi Zehe

    Amadi Zehe

    Partido de extrema-direita alemão explora o aumento dos preços de energia causado pelo conflito iraniano para atacar as sanções e a dependência dos EUA

    Alice Weidel

    Alice Weidel, co-líder do partido alemão AfD, durante pronunciamento oficial em Berlim. Economista e ex-executiva da Goldman Sachs, Weidel é a principal face da direita conservadora na Alemanha e candidata ao cargo de Chanceler / Foto: Lilli Förter/Deutsche Presse-Agentur (dpa)

    RESUMO
    URBS MAGNA

    Berlim (DE) · 01 de abril de 2026

    A Alternativa para a Alemanha (AfD) intensifica a pressão sobre Berlim para que o país retome as importações de petróleo russo em meio à disparada dos preços de combustíveis provocada pelo conflito no Irã.

    De acordo com o jornal Welt, a co-líder do partido, Alice Weidel, criticou os Estados Unidos pelo envolvimento militar no Irã e exigiu negociações imediatas com a Rússia para a retomada de entregas de energia.

    Weidel afirmou: “Nem a economia global nem a Alemanha podem abrir mão permanentemente da importação de matérias-primas e energia da Rússia, dada a situação explosiva no Golfo Pérsico“.

    A agência russa TASS repercutiu o posicionamento, reforçando que a líder da AfD considera indispensável o retorno ao fornecimento russo para estabilizar a economia global.

    Mais recentemente, o deputado alemão Marcus Frohnmaier destacou, em declaração reproduzida pelo portal Marketscreener, com base na agência de notícias Reuters desta terça-feira (31/mar), que “a situação da economia alemã é atualmente desastrosa”.

    Ele defendeu que “para a soberania energética da Alemanha, bem como para a eletricidade acessível, é essencial que a Alemanha volte a importar gás e petróleo russos”.

    O partido acusa as sanções impostas após a invasão da Ucrânia de agravarem a crise econômica e critica a dependência energética dos Estados Unidos.

    A AfD também cobra o fim da precificação de CO₂, o corte de subsídios a vento e solar e o retorno à energia nuclear.

    O chanceler Friedrich Merz rejeita a flexibilização, argumentando que as sanções devem ser mantidas para pressionar a Rússia.

    A posição oficial prioriza a manutenção da unidade europeia.

    Especialistas lembram que a alta superior a 15% nos preços de combustíveis desde o início do conflito no Irã expõe vulnerabilidades da transição energética alemã, mas alertam que o retorno ao petróleo russo poderia comprometer a democracia europeia e os esforços por justiça social.

    A extrema-direita alemã vê na atual conjuntura oportunidade para questionar a soberania energética europeia.




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