O Presidente da Petroleira postou duas entrevistas, de 12 e 15 meses atrás, em que ele usa os mesmos argumentos de agora, sem “recuo” sobre o fato de que uma “empresa mista com controle estatal tem todo o direito de conversar com o Presidente da República e de receber ministros“
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O Presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, foi novamente às redes sociais para esclarecer as “interpretações” enganosas de jornalistas que agora afirmam que ele teria recuado de suas oratórias sobre a petroleira, quanto à distribuição de dividendos extraordinários da companhia.
Na plataforma social de microblogging ‘X‘, Prates desabafou e negou ter alterado suas declarações: “Como esse assunto rende interpretações, não? Mas o vernáculo, se bem compreendido, é claro: não há “recuo” algum nas minhas falas desta semana“.
O partidário de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), disse ainda que sempre afirmou “que empresa mista com controle estatal tem todo o direito de conversar com o Presidente da República e de receber ministros“.
“E o Presidente Lula compreende perfeitamente a governança da Petrobras, e sabe que o Estado Brasileiro exerce seu controle por meio da orientação aos seus representantes no CA [Conselho de Administração], completou. “Foi simplesmente o que ocorreu“.
“A proposta devidamente respaldada por pareceres técnicos e aprovada pela Diretoria Executiva ficou viva e a decisão foi reservar a totalidade dos dividendos extra e adiar a sua distribuição“, disse.
“Não é nenhuma surpresa ou novidade a minha orientação muito menos o meu entendimento expresso ontem, senão para os de curta memória“, concluiu o Presidente da Petrobras, na mensagem da publicação em que compartilhou dois vídeos com entrevistas suas, em “03/Mar/2023, e em 30/Dez/2022“.
Em um dos vídeos, Prates disse, há mais de um ano, que “uma empresa estatal tem todo o direito de conversar com o presidente da República a hora que quiser, e o presidente da República tem direito de me chamar a hora que ele quiser. Ele é o acionista majoritário. Ele é o CEO do acionista majoritário“.
“O ministro de Minas e Energia tem o direito de entrar na Petrobras a hora que ele quiser. Eu posso servir cafezinho, sanduíche, almoço, jantar, o que eu quiser pra ele. Não tem nada de feio nisso. Nada de errado. Nada de sub-reptícia, nada de antirrepublicano. São os acionistas majoritários da empresa, do mesmo jeito que eu recebo representantes de acionistas privados, do mesmo jeito que eu vou receber par empresas parceiras”, prosseguiu.
Prates disse ainda que recebeu o “CEO mundial da Shell” e que recebe “o CEO mundial da Equinor. Tem o celular deles aqui e vou ter o de cada uma das empresas globais. Porque a Petrobras, agora, a presidência da Petrobras, que é global, vai falar diretamente com os presidentes globais das empresas congêneres, que são as empresas do mesmo tamanho, de mesma importância que nós”, disse, como se estivesse enxotando um ‘complexo de vira-latas‘ das mídias brasileiras.
Veja a seguir:
Como esse assunto rende interpretações, não? Mas o vernáculo, se bem compreendido, é claro: não há “recuo” algum nas minhas falas desta semana. Eu sempre afirmei que empresa mista com controle estatal tem todo o direito de conversar com o Presidente da República e de receber… pic.twitter.com/Ow10vtxVoy
— Jean Paul Prates (@jeanpaulprates) March 14, 2024

Bravo. Saudações
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