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Poucos eleitores e falta de informações sobre questões marcam referendo na Venezuela sobre Essequibo

    Foto @DiarioTalCual

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    Nos centros eleitorais de Caracas não houve filas até o meio-dia e o panorama se repetiu nas regiões durante o referendo consultivo sobre a disputa de Essequibo com a Guiana 

    Os centros eleitorais da Venezuela acordaram, neste domingo (3/12), sem a presença de eleitores em Caracas, com pouca participação e mais presença de idosos, para votação no polêmico referendo sobre anexação de parte da Guiana, o território conhecido como Essequibo, localizado a oeste do rio Essequibo, no norte da América do Sul, que compreende 159 mil quilômetros quadrados. A área é rica em recursos naturais e florestais.

    Mapa da região de Essequibo — Foto: BBC
    Mapa da região de Essequibo — Foto: BBC


    Apesar da movimentação, o referendo não tem validade jurídica internacional para apoiar ou não as propostas do governo de Nicolás Maduro, que incluem a criação do Estado da Guiana Esequiba como parte do território venezuelano, bem como um plano para conceder a cidadania venezuelana aos seus habitantes.

    Isso porque a Corte Internacional de Justiça de Haia, na Holanda, decidiu na sexta-feira (1/12), contrariar o presidente Nicolás Maduro e seu plano, proibindo-o, pedindo que a Venezuela “se abstenha de qualquer ação que altere a situação que prevalece no território disputado, que é a de que a Guiana administra e exerce controle sobre a área“, conforme texto da solicitação da Guiana.

    Mas o Tribunal de Haia não proibiu a realização do referendo.

    A concentração de pessoas nos locais de votação do referendo não chegava nem às duas dezenas, exceto no colégio Fermín Toro, no centro da cidade, onde havia duas filas: uma para militares e outra para civis, disseram as mídias locais.

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    O baixo fluxo de eleitores ficou evidente em Caracas até o meio-dia. Em muitos locais as pessoas discutiram as cinco questões do referendo entre si para ficarem um pouco mais informadas e tentarem agilizar o processo. 

    QUESTÕES

    1. Você concorda em rejeitar, por todos os meios, de acordo com a lei, a linha fraudulentamente imposta pela Sentença Arbitral de Paris de 1899, que visa nos privar de nossa Guiana Esequiba?
    2. Você apoia o Acordo de Genebra de 1966 como o único instrumento jurídico válido para alcançar uma solução prática e satisfatória para a Venezuela e a Guiana em relação à controvérsia sobre o território da Guiana Esequiba?
    3. Você concorda com a posição histórica da Venezuela de não reconhecer a jurisdição da Corte Internacional de Justiça para resolver a controvérsia territorial sobre a Guiana Essequiba?
    4. Você concorda em se opor, por todos os meios, de acordo com a lei, à reivindicação da Guiana de dispor unilateralmente de um mar pendente de delimitação, ilegalmente e em violação do direito internacional?
    5. Você concorda com a criação do estado Guiana Esequiba e o desenvolvimento de um plano acelerado de atenção integral à população atual e futura desse território, que inclui, entre outros, a concessão de cidadania e carteira de identidade venezuelana, de acordo com o Acordo de Genebra e o Direito Internacional, incorporando consequentemente esse estado no mapa do território venezuelano?

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