
ALEXANDRE DE MORAES, FLÁVIO DINO, CÁRMEN LÚCIA, CRISTIANO ZANIN e LUIZ FUZ integram a Primeira Turma do SFT – Imagens reprodução
Após recebimento da denúncia da PGR, em sessão nesta terça-feira (6), Supremo amplia para 21 os réus acusados de tentar impedir terceiro mandato de Lula, lista que inclui Jair Bolsonaro – SAIBA MAIS
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Brasília, 06 de maio de 2025
Por unanimidade, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) aceitou, nesta terça-feira (6/mai), a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra sete acusados de integrar o “núcleo de desinformação” da trama golpista que buscava impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva em 2023.
Com a decisão, o número de réus no caso sobe para 21, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, já denunciado como líder do “núcleo crucial” da organização criminosa.
Segundo a PGR, o grupo, composto majoritariamente por militares como o ex-major Ailton Gonçalves Moraes Barros e o major Ângelo Martins Denicoli, disseminava fake news sobre urnas eletrônicas, atacava instituições democráticas e usava indevidamente a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para desestabilizar o sistema eleitoral, visando manter Bolsonaro no poder.
O julgamento, relatado pelo ministro Alexandre de Moraes, reforça a gravidade dos atos que culminaram na invasão dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023.
“Não há dúvida sobre a violência praticada. Cada um dos denunciados terá toda a ação penal para provar que não participou, mas não é possível negar que houve tentativa de golpe”, afirmou Moraes.
A denúncia contra o “núcleo 4” destaca o uso de milícias digitais para propagar desinformação e pressionar as Forças Armadas a apoiar o golpe, além de monitorar autoridades como o próprio Moraes, o presidente Lula e o vice-presidente Geraldo Alckmin.
A PGR aponta que os acusados, incluindo o engenheiro Carlos César Moretzsohn Rocha e o subtenente Giancarlo Gomes Rodrigues, participaram de ações coordenadas para desacreditar o processo eleitoral, com estratégias que envolviam desde ataques virtuais até a produção de conteúdos falsos.
O ministro Flávio Dino, em seu voto, criticou narrativas que minimizam os atos golpistas, rejeitando a ideia de que os eventos de 8 de janeiro foram apenas “velhinhas rezando com Bíblias”.
A decisão abre caminho para a fase de instrução processual, na qual os réus poderão apresentar defesas e testemunhas, mas a robustez das provas, como mensagens em grupos de WhatsApp e documentos apreendidos, fortalece a acusação.
O avanço do STF na responsabilização dos envolvidos na trama golpista, que já soma 14 réus de outros núcleos julgados desde março, sinaliza um esforço para concluir o julgamento do mérito antes das eleições de 2026, evitando interferências políticas.
A PGR dividiu os 34 denunciados em cinco núcleos, com os próximos julgamentos dos núcleos 3 (forças de segurança) e 5 (um acusado isolado) agendados para maio.
A delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, foi crucial para embasar as acusações, apesar de contestações das defesas, que alegam falta de provas técnicas.
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A corte, no entanto, considerou os indícios suficientes, reforçando a narrativa de uma conspiração articulada que ameaçou a democracia brasileira.
“As acusações são graves, as denúncias sérias. Tudo será apurado no devido tempo”, destacou a ministra Cármen Lúcia.












