
Flávio Bolsonaro é entrevistado pelo jornal Folha de S. Paulo | Imagem reprodução/Folha de S. Paulo
Após o senador admitir plano golpista em entrevista na Folha, Celso Rocha de Barros faz alerta para vitória de candidato bolsonarista em 2026 e pergunta até quando as instituições vão fingir que não veem – SAIBA MAIS
COMPARTILHE:
✅ UrbsMagna no WhatsApp
——-Canais de Notícias——-
➡️ UrbsMagna no Telegram
![]()
Brasília, 22 de junho de 2025
Em um artigo publicado na Folha de S.Paulo, o sociólogo Celso Rocha de Barros, doutor pela Universidade de Oxford e autor do livro “PT, uma História”, questiona por que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) continua livre após admitir, em entrevista ao jornal, que a família Bolsonaro condicionará apoio político em 2026 a um compromisso de golpe em 2027.
O texto destaca a disparidade de tratamento entre figuras da esquerda e da direita quando se trata de ameaças à democracia.
Rocha de Barros lembra que, se um político petista tivesse feito declarações semelhantes, a reação seria imediata.
Ele usa os nomes da ministra das Relações Institucionais e do ministro da Fazenda para exemplificar: “Se Gleisi Hoffmann tivesse dito que Haddad prometeu um golpe a Lula em 2018, quantas horas duraria sem uma CPI [Comissão Parlamentar de Inquérito]?”.
Na entrevista à Folha, o senador afirmou que seu pai, Jair Bolsonaro (PL), só apoiará um candidato em 2026 se ele prometer anistiar os envolvidos nos atos de 8 de janeiro — mesmo que o STF (Supremo Tribunal Federal) considere a medida inconstitucional. Caso a Justiça impeça, a solução seria um golpe.
LEIA MAIS APÓS OS ANÚNCIOS
Celso Rocha de Barros enfatiza que Flávio, ao contrário de seus irmãos, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ), não tem fama de extremista, o que torna suas palavras ainda mais graves.
“Não foi um deslize, foi um cálculo”, escreve. O senador deixou claro que qualquer candidato apoiado por Bolsonaro terá de cumprir essa agenda, independentemente de discursos de “moderação”.
O artigo questiona por que o Congresso Nacional não reagiu com uma CPI, por que o Ministério Público não moveu ações e por que governadores como Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Ronaldo Caiado (União Brasil-GO) e Romeu Zema (Novo-MG) não se manifestaram.
“Se a família Bolsonaro fosse de esquerda, Flávio já estaria preso”, afirma. Rocha de Barros também critica a imprensa por não pressionar esses políticos. “Quantas perguntas Tarcísio recebeu sobre isso? Nenhuma.”
O sociólogo encerra o texto com um alerta: se em 2026 um candidato bolsonarista vencer, a entrevista de Flávio será um roteiro para o que vem a seguir. A pergunta que fica é: até quando as instituições vão fingir que não veem?













O Caiado já afirmou que está de acordo com a condição imposta. O Zema já havia afirmado que, se eleito for (coitado), anistiará os golpistas e o Tarcísio, alguém duvida?
Os comentários estão fechados.