Por mentiras de Bolsonaro TSE divulgará arquivos para recontagem de votos e registro de atividades das urnas

16/09/2021 0 Por Redação Urbs Magna
Por mentiras de Bolsonaro TSE divulgará arquivos para recontagem de votos e registro de atividades das urnas

O presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, o presidente do Brasil, jair Bolsonaro, e o corregedor-geral do TSE, Luis Felipe Salomão | urna eletrônica ao fundo | sobreposição de imagens / ministros buscam amenizar os impactos das fake news sobre as eleições, que continuam sendo propagadas nas redes sociais, aplicativos de mensagens e, principalmente, em declarações públicas de Bolsonaro


PROGRESSISTAS POR UM BRASIL SOBERANO

Desinformação promovida pelo presidente, e consequentemente por bolsonaristas, levou o Tribunal Eleitoral a avaliar este acesso inédito aos dados sobre as eleições brasileiras

O TSE divulgará em seu site dados como arquivos que permitem recontagem de votos e os que registram as atividades nas urnas eletrônicas, e possivelmente outros, devido a infindável desinformação promovida por Bolsonaro e seguidores, o que levou o Tribunal Superior Eleitoral a uma avaliação para a promoção deste acesso inédito sobre as eleições brasileiras.

A ampliação da transparência do processo eleitoral foi previamente anunciada pela Corte, que antecipara a data da consulta aos códigos-fonte dos softwares usados nas eleições; ampliado o escopo e a duração dos testes públicos de segurança das urnas eletrônicas; e anunciado a criação de dois órgãos dedicados à transparência das eleições, que contam com integrantes da sociedade civil e de outros órgãos públicos. O tribunal também quer ampliar o número de urnas testadas no dia da eleição, informa Bernardo Barbosa, no UOL.

Com a decisão sobre esta inovação no TSE, os ministros buscam amenizar os impactos das fake news sobre as eleições, que continuam sendo propagadas nas redes sociais, aplicativos de mensagens e, principalmente, em declarações públicas de Bolsonaro.

De acordo com o texto de Barbosa, o arquivo RDV (Registro Digital do Voto) possibilitará uma eventual recontagem dos votos um a um, permitindo um confronto com os números do boletim de urna – gerado ao fim da votação.

O plano do TSE é deixar o RDV disponível para consulta no site do Tribunal, como já é feito com o boletim de urna.

O arquivo pode ser consultado, até o momento, mediante pedido de “entidades fiscalizadoras”, quais sejam partidos políticos, coligações, OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Ministério Público, Congresso Nacional, STF, CGU (Controladoria-Geral da União), Polícia Federal, Forças Armadas, Sociedade Brasileira de Computação e faculdades de tecnologia da informação credenciadas junto ao TSE, entre outras.

Várias delas passaram a integrar a fiscalização depois que o tribunal ampliou, em 2019, o rol de entidades habilitadas para a função.

O tribunal também pretende fazer o mesmo com os arquivos de log das urnas eletrônicas, que funcionam como um registro de tudo o que acontece no equipamento. Assim como o RDV, os arquivos de log hoje em dia só são divulgados a pedido das entidades fiscalizadoras.

Ontem, quarta-feira (15), foram registradas e desmentidas, pelo Estadão Verifica, postagens nas redes sociais que enganam ao dizer que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), teria “acatado” o projeto do “voto auditável”.

O jornal desmentiu postagens que compartilham link para consulta pública sobre o tema no portal e-Cidadania, de participação popular.

A votação está disponível desde 2018, antes mesmo de Pacheco ser eleito senador, e tem caráter apenas consultivo. O jornal encontrou o conteúdo sendo compartilhado no Facebook, Twitter e Instagram.

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