É “o Brasil atuando no combate à fome dentro de casa e também trabalhando para unir o mundo nessa luta. De volta à direção certa” escreveu Lula em suas redes sociais sobre artigo na Folha das quatro instituições sociais
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O Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), republicou em suas redes sociais uma postagem no X feita pelo ministro Wellington Dias, do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, sobre um artigo na Folha de S. Paulo escrito pelos dirigentes de quatro grandes instituições sociais, FAO, FAD, IICAnews e WFP, que atestaram a força do Brasil para liderar o combate à fome no mundo.
“Um reconhecimento desse naipe deixa a gente feliz da vida!“, escreveu Wellington Dias, na mensagem em que compartilhou print da matéria sob o título Como o Brasil pode liderar o combate à fome no mundo. Por sua vez, Lula disse que o Brasil volta “à direção certa” por atuar “no combate à fome dentro de casa e também trabalhando para unir o mundo nessa luta”.
O texto, postado no jornal no dia 13 de novembro, é escrito por Jorge Meza, representante no Brasil da FAO (Food and Agriculture Organization) – agência especializada das Nações Unidas que lidera os esforços globais para erradicar a fome e combater a pobreza; Daniel Balaban, diretor do IFAD (International Fund for Agricultural Development – Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola; Gabriel Delgado, representante do IICA (Inter-American Institute for Cooperation on Agriculture – Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura); e Daniel Balaban, diretor do WFP (World Food Programme – Programa Alimentar Mundial) das Nações Unidas.
“O direito à alimentação está consagrado internacionalmente há quase 60 anos, no Pacto Internacional de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais (Pidesc), ratificado por 171 países. Na prática, contudo, o número de pessoas passando fome no mundo segue persistentemente alto.
Desde a pandemia, a população global subalimentada subiu vertiginosamente, e nenhuma região do mundo conseguiu retomar os números registrados antes da Covid-19. Em 2023, segundo o último relatório “O Estado da Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo” (Sofi, 2024), 733 milhões de pessoas passaram fome. Quando falamos em alimentação saudável, são 2,8 bilhões de pessoas – mais de um terço da população mundial – sem acesso a uma dieta adequada, variada e nutritiva.
Sem mudanças drásticas, um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, atingir fome zero até 2030, fica cada vez mais longe. E bons exemplos de iniciativas que garantam uma alimentação saudável para todos são parte da solução. O Brasil tem se destacado nessa frente, com a construção de uma rede de proteção social robusta que permite que o país reaja de maneira rápida aos choques.
A questão da alimentação começou a ser tratada como um direito social no Brasil, inscrito na Constituição, a partir dos anos 1980. Já nos anos 2000, o Programa Fome Zero e o Bolsa Família tornaram-se referências no combate à fome e à pobreza. Essas iniciativas integraram políticas públicas, unificaram cadastros, otimizaram recursos e ampliaram o acesso à rede de proteção social. Programas como o de Alimentação Escolar e o de Aquisição de Alimentos complementaram esse sistema, levando a produção de pequenos agricultores a quem mais precisa.
Com o amadurecimento dessa rede de programas, em 2014, o Brasil saiu pela primeira vez do Mapa da Fome – o que ocorre quando a prevalência de subalimentados em um país fica abaixo de 2,5% no triênio. Em 2021, contudo, após a pandemia, o Brasil passou a constar novamente no Mapa, atingindo 4,2% de subalimentação na média de 2020-2022.
Recentemente, o relatório de 2024 trouxe boas notícias: os números da fome voltaram a cair no país. Se esse ritmo for mantido, o percentual de pessoas passando fome, que ficou em 3,9% nos últimos três anos, pode retornar ao nível abaixo de 2,5% em breve. Esse resultado está associado à rearticulação da rede de proteção social erguida nas últimas décadas e à implementação de políticas estruturais de longo prazo.
Afinal, a fome não pode ser combatida apenas com a ampliação da oferta de alimentos. É necessário garantir que esses produtos sejam permanentemente acessíveis e nutricionalmente adequados. Apenas por meio de redes interconectadas de políticas públicas é possível resistir aos choques externos, que ocorrem por vezes do outro lado do mundo, mas impactam o prato de comida de pessoas em todos os continentes.
No Brasil, organizações internacionais, como a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o Programa Mundial de Alimentos (WFP), o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), estão comprometidas a apoiar o desenvolvimento rural e a segurança alimentar, garantindo a resiliência dos meios de vida e do sistema agroalimentar como um todo.
O Brasil ainda tem desafios pela frente para alcançar uma alimentação saudável universal, mas os resultados mostram que o país está no caminho certo. O exemplo brasileiro pode ser referência para outras regiões, contribuindo para uma abordagem que envolva governos, organizações internacionais e comunidades locais. A Força-Tarefa do G20 para o estabelecimento de uma Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, proposta pelo Brasil, está em uma posição única para liderar o esforço de constituir uma grande iniciativa para erradicar a fome no mundo”.
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