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PL expulsa deputado ‘traidor’ que mandou Trump “cuidar dos EUA” após sanção “absurda” contra Moraes

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    Valdemar Costa
    Valdemar Costa Neto / Crédito: Imagem reprodução redes sociais | Antonio Carlos Rodrigues (PL/SP) / Crédito: Câmara dos Deputados


    Parlamentar de São Paulo é expulso após apoio a ministro desafeto do bolsonarismo e questionamentos óbvios sobre a interferência do amigo republicano de Bolsonaro


    Brasília, 31 de julho de 2025

    O Partido Liberal (PL) anunciou a expulsão do deputado federal Antônio Carlos Rodrigues, de São Paulo, após ele defender o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e criticar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

    Em entrevista ao portal Metrópoles, Rodrigues chamou de “absurdo” a aplicação da Lei Magnitsky contra Moraes, que permite aos EUA punir estrangeiros por violações de direitos humanos ou corrupção.

    Ele ainda disse que Trump deveria “cuidar dos Estados Unidos” e não interferir no Brasil, desencadeando uma crise interna no PL, conhecido por sua forte aliança com o ex-presidente Jair Bolsonaro.

    A decisão de expulsar Rodrigues veio após pressão intensa da bancada do PL, liderada pelo presidente do partido, Valdemar Costa Neto.

    Em nota oficial, Costa Neto justificou a medida, afirmando que atacar Trump, líder do “país mais forte do mundo”, era uma “ignorância sem tamanho” e que o Brasil precisa de “diplomacia, não de populismo”.

    A bancada bolsonarista, alinhada com Trump e crítica a Moraes, viu as declarações de Rodrigues como uma traição.

    O deputado, que foi ministro dos Transportes no governo Dilma Rousseff e é um dos membros mais antigos do PL, também já havia se distanciado do partido ao não apoiar pautas como a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.

    A expulsão de Rodrigues expõe rachas no PL e na base bolsonarista, especialmente em um momento de tensão diplomática entre Brasil e Estados Unidos.

    As sanções contra Moraes, impostas em 30 de julho de 2025, dificultam seu acesso a serviços financeiros e tecnológicos, sendo vistas pelo governo Lula como um ataque à soberania nacional. A Advocacia-Geral da União (AGU) planeja defender o ministro na Justiça americana ou em organismos internacionais, conforme noticiado por Andréia Sadi, no g1.

    Enquanto isso, Rodrigues não se manifestou publicamente após a expulsão, deixando o futuro político incerto.

    O caso mostra que o PL tenta manter sua base unida enquanto lida com pressões externas e internas.

    A saída de Rodrigues pode fortalecer o controle bolsonarista no partido, mas também sinaliza dificuldades para o PL em acomodar vozes dissonantes.

    A crise, amplificada pela interferência de Trump e pelas ações de Moraes, mantém o Brasil no centro de um embate político e internacional que promete novos desdobramentos.



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