Plano nacional foca em lítio, grafita e terras raras, enquanto tensões comerciais com os Estados Unidos crescem
Brasília, 25 de julho de 2025
O governo do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está elaborando uma política nacional chamada Mineração para Energia Limpa, voltada para a exploração e gestão de minerais críticos como lítio, cobre, grafita e terras raras, essenciais para tecnologias de energia renovável, mobilidade elétrica e alta tecnologia.
A iniciativa busca fortalecer a indústria brasileira ao incentivar pequenas empresas e atrair financiamento para projetos de mineração sustentável, agregando valor aos produtos antes da exportação.
Esse movimento ocorre em um momento estratégico, já que o Brasil detém reservas significativas, como 12,3% do níquel mundial e 26,4% da grafita, segundo o Guia para o Investidor Estrangeiro em Minerais Críticos 2025, do Ministério de Minas e Energia.
A política visa posicionar o país como um ator competitivo no mercado global, mas também proteger a soberania nacional sobre essas riquezas, conforme mostra O Globo.
Os Estados Unidos, sob a gestão de Donald Trump, manifestaram forte interesse em acessar os minerais brasileiros, como lítio e nióbio, cruciais para baterias de carros elétricos e a indústria siderúrgica.
Em reunião com o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), o encarregado de negócios da embaixada americana, Gabriel Escobar, sinalizou que um acordo comercial envolvendo esses recursos poderia ser negociado para evitar a imposição de uma sobretaxa de 50% sobre produtos brasileiros, prevista para 1º de agosto de 2025.
No entanto, o governo Lula deixou claro que qualquer decisão sobre esses minerais cabe exclusivamente ao Estado brasileiro, reforçando a soberania nacional.
O presidente do Ibram, Raul Jungmann, destacou que a legislação brasileira não permite negociações diretas de governo a governo, e as tratativas foram levadas ao vice-presidente Geraldo Alckmin.
A cobiça internacional por minerais críticos reflete sua importância na geopolítica e na transição energética global. Além dos EUA, a China também busca fortalecer suas cadeias de suprimento com esses recursos, enquanto o Brasil tenta equilibrar interesses econômicos e soberania.
A política de Lula enfatiza a sustentabilidade e o desenvolvimento local, com foco em parcerias público-privadas e inovação tecnológica para refinar minerais no país. Especialistas apontam que transformar essas reservas em produtos de alto valor agregado é essencial para evitar que o Brasil seja apenas um exportador de matérias-primas.
A tensão comercial com os EUA, agravada pela ameaça de tarifas, adiciona um componente político: Trump vincula as negociações ao tratamento dado ao ex-presidente Jair Bolsonaro pelo Judiciário brasileiro, o que o governo Lula considera uma interferência inaceitável.
O cenário atual coloca o Brasil em uma encruzilhada: aproveitar a demanda global por minerais críticos para impulsionar a economia ou proteger seus recursos de interesses estrangeiros.
A política Mineração para Energia Limpa é um passo para estruturar o setor, mas enfrenta desafios como a pressão de potências globais e a crise diplomática com os EUA.
Lula já afirmou que “ninguém põe a mão” nas riquezas brasileiras, sinalizando uma postura firme. Enquanto isso, o governo avalia estratégias como recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) ou usar a Lei da Reciprocidade Econômica para responder às tarifas americanas, mantendo o diálogo aberto, mas sem ceder soberania.









Trump quer que o BRASIL SE TORNE subserviente a todos os seus desejos; já foi assim, agora não. O Brasil é um país soberano e não vai entregar seu NIÓBIO, seu Lítio e terras raras de mão beijada para americanos nem outra nação que queira prejudicar o Brasil.
Os brasileiros são remanescentes das atrocidades dos portugueses, que levaram tudo das nossas riquezas, agora chega.
Estamos com o senhor presidente Lula.
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