Pedido contendo dados falsos foi aceito pelo TSE após passar pela moderação de um funcionário do partido de Bolsonaro
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A PF (Polícia Federal) deflagrou nesta quarta-feira (30/10) uma operação para investigar e identificar o indivíduo que filiou no PL (Partido Liberal) o Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), através da inserção de dados falsos no FILIA (Sistema de Filiação Partidária) do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
A operação inclui um mandado de busca e apreensão em Mato Grosso do Sul. Segundo a PF, durante as investigações foi constatado que não houve invasão ao sistema do TSE, mas sim um pedido fraudulento de filiação partidária em nome do presidente Lula.
O pedido, contendo dados falsos, foi aceito pelo Tribunal após passar pela moderação de um funcionário do PL, que também está sob investigação. Com isso, Lula permaneceu filiado ao partido do ex-presidente Jair Bolsonaro por quase seis meses.
“Verificou-se que o uso dos dados falsos em nome do presidente teve início já no momento inicial do procedimento de filiação“, diz a Polícia Federal, conforme transcreve o portal DCM.
Segundo a instituição policial, a inserção ocorreu “quando o cidadão interessado em se filiar acessou o formulário digital em aba específica no sítio oficial do partido político, preenchendo diversas informações pessoais“.
Ente estas informações estavam “dados pessoais, políticos, selfie, upload de documentos, endereço e dados de contato como telefone e e-mail, além de confirmação dos dados e aceitação dos termos de uso – com a finalidade de iniciar o processo”, afirmou a PF.
De acordo com o registro no sistema FILIA, a inclusão de Lula no PL ocorreu em 17 de julho de 2023, às 9h43. O registro foi feito no nome da advogada Ana Daniela Leite e Aguiar, que atua para o PL, mas há suspeitas de que outra pessoa possa ter executado a operação.
No histórico de filiações do presidente Lula, constavam sua filiação original ao PT, iniciada em 4 de maio de 1981, data da fundação do partido, e posteriormente a filiação ao Partido Liberal em 15 de julho de 2023 (sendo a data de inclusão no sistema em 17 de julho de 2023).
Os suspeitos podem responder pelos crimes de invasão de dispositivo informático, falsidade ideológica e falsa identidade. A investigação segue para identificar outras possíveis fraudes e a motivação dos envolvidos.
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