Roteiro consistia em unir Ministério da Justiça, Advocacia-geral da União e Presidência da República para, a pretexto de combater supostas ordens judiciais exorbitantes, impedir o cumprimento de determinadas decisões de juízes
Durante o mandato de busca realizado no âmbito da ‘Operação Tempus Veritatis‘, no apartamento do ex-ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) general Augusto Heleno, a PF (Polícia Federal) observou que ele guardou discretamente dois volumes em seu bolso enquanto trocava de roupa.
Mais tarde, descobriu-se que os volumes continham R$ 1400 em espécie, que foram devolvidos por não estarem incluídos no mandado para apreensão, diz matéria na ‘Veja‘.
Além do dinheiro, os investigadores também encontraram um relógio ‘Hublot‘ modelo ‘Classic Fusion‘, avaliado entre R$ 40 mil e pouco mais de R$ 70 mil, duas pistolas ‘Imbel‘ 9mm e uma agenda de uso pessoal contendo um compilado de anotações que apontam para medidas que poderiam tolher o trabalho da PF e, no limite, levar à prisão de delegados.
Heleno registrou um roteiro que consistia em unir Ministério da Justiça, Advocacia-geral da União e Presidência da República para, a pretexto de combater supostas ordens judiciais exorbitantes, impedir o cumprimento de determinadas decisões de juízes.
Havia também menções a pretensas fraudes em urnas eletrônicas e um “Dossie ‘O mecanismo das fraudes’“.
O enredo tem pontos de convergência com o roteiro de um suposto golpe de Estado encontrado no celular do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente derrotado por Lula em 2022 e hoje declarado inelegível, Jair Bolsonaro (PL).
A PF também identificou o texto de uma minuta para a decretação do Estado de Sítio diante de supostos desmandos e arbitrariedades cometidas pelo Poder Judiciário.
