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Bolsonaro já está de tornozeleira; U$ 14 mil em dinheiro vivo e pen-drive escondido no banheiro

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    Bolsonaro é levado pela Polícia Federal para colocar tornozeleira | Foto: Gabriela Biló/Folhapress


    Buscas na residência do ex-presidente revelam dólares e dispositivo de armazenamento de dados além de cópia de ação judicial da Rumble contra o ministro do STF, Alexandre de Moraes, em operação autorizada pelo Supremo



    Brasília, 18 de julho de 2025

    a Polícia Federal (PF) realizou uma operação de busca e apreensão na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília, e na sede do Partido Liberal (PL), autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

    Durante a ação, nesta sexta-feira (18/jul), os agentes apreenderam aproximadamente US$ 14 mil, R$ 8 mil em espécie, um pen drive escondido no banheiro e uma cópia da petição inicial da ação movida pela plataforma de vídeos Rumble contra Moraes nos Estados Unidos.

    A operação também incluiu a apreensão do celular de Bolsonaro, que será analisado pela polícia científica, e a imposição de medidas cautelares ao ex-presidente, como o uso de tornozeleira eletrônica e proibição de acessar redes sociais.

    A operação, conforme noticiado pelo jornal O Globo, foi desencadeada em meio a investigações sobre uma suposta tentativa de golpe de Estado, da qual Bolsonaro é réu no STF.

    Os investigadores encontraram o pen drive escondido no banheiro da residência do ex-presidente, um fato que chamou atenção pela natureza inusitada.

    Além disso, a quantia em dinheiro apreendida – US$ 14 mil e R$ 8 mil – não configura ilegalidade por si só, mas valores acima de US$ 10 mil devem ser declarados à Receita Federal em caso de entrada ou saída do país.

    A cópia da petição da Rumble, uma plataforma de vídeos que trava uma batalha judicial contra Moraes nos EUA, foi outro achado significativo.

    A ação, movida em conjunto com o Trump Media & Technology Group, acusa o ministro de censura por ordens de remoção de contas de usuários.

    A Rumble e a empresa de Donald Trump alegam que as decisões de Moraes violam a liberdade de expressão, um tema que tem gerado tensões entre apoiadores de Bolsonaro e o STF.

    Medidas cautelares e contexto

    Além das apreensões, Bolsonaro foi submetido a medidas cautelares severas, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar noturno (das 19h às 7h), proibição de contato com embaixadores, diplomatas e outros investigados, como seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos.

    A defesa do ex-presidente manifestou “surpresa e indignação” com as medidas, afirmando que Bolsonaro sempre cumpriu as determinações judiciais e que se pronunciará após análise da decisão.

    A operação ocorre em um contexto de pressão internacional, com o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçando impor tarifas de 50% sobre produtos brasileiros em retaliação às ações judiciais contra Bolsonaro, conforme noticiado pelo The New York Times.

    Eduardo Bolsonaro e aliados têm articulado nos EUA para pressionar o governo americano a impor sanções contra Moraes, o que intensifica o embate entre o ex-presidente e o STF.

    A operação gerou forte repercussão nas redes sociais e na imprensa. Parlamentares, incluindo os filhos de Bolsonaro, Flávio e Eduardo, criticaram as ações do STF. Eduardo, em publicação em inglês, acusou Moraes de “dobrar a aposta” após um vídeo de Bolsonaro direcionado a Trump.

    A PF informou que o material apreendido, incluindo o pen drive e o celular, será periciado para aprofundar as investigações.

    A operação reforça o cerco judicial contra Bolsonaro, que enfrenta outras acusações, como lavagem de dinheiro e associação criminosa no caso das joias sauditas.

    As ações do STF, lideradas por Moraes, têm sido alvo de críticas por parte de apoiadores de Bolsonaro, que alegam perseguição política, enquanto o ministro defende suas decisões como proteção à democracia brasileira.

    A descoberta de um pen drive escondido, quantias em dinheiro e uma petição contra Moraes reforça as suspeitas de articulações para interferir nas investigações em curso



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