Na CPMI do INSS, Vinícius Marques de Carvalho lembrou que “a responsabilidade” era do então ministro da Justiça, hoje senador, que durante a sessão usou tom repreensivo
Brasília, 02 de outubro de 2025
Na quinta-feira (02/out), em Brasília, a CPMI do INSS foi palco de um embate acalorado entre o senador Sergio Moro (União-PR) e o ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinícius Marques de Carvalho.
Moro questionou a suposta lentidão da CGU em apurar fraudes bilionárias em descontos irregulares de aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), reveladas pela Operação Sem Desconto em 2024, com prejuízos de R$ 6 bilhões.
Carvalho, porém, virou o jogo, apontando que denúncias similares já existiam em 2019, quando Moro era ministro da Justiça no governo Jair Bolsonaro, sem ações efetivas para combatê-las.
“Esse trabalho que a CGU desenvolveu com a Polícia Federal, senador Sergio Moro, podia ter sido feito na sua gestão. O senhor recebeu denúncias, mas não as encaminhou”, disparou Carvalho, silenciando o ex-juiz que ficou famoso durante a Lava Jato, pela obstinação em perseguir Lula.
Moro, hoje mais famoso ainda por ter perdido a majestade, tentou se defender, citando a suspensão de quatro entidades e redução de descontos, mas o ministro destacou que R$ 400 milhões em prejuízos a aposentados seguem sem reparação, mas não adiantou.
RECEBA NOSSAS ÚLTIMAS NOTÍCIAS EM SEU E-MAIL
O senador foi cobrado pelo ministro da CGU: “O senhor ressarciu os aposentados“, deixando implícito que foi o governo do Presidente Luiz Inácio da Silva que o fez.
O confronto, ocorrido no Congresso Nacional, ganhou as redes sociais, reacendendo críticas à gestão de Moro e expondo contradições em sua postura de combate à corrupção.
Presidida pelo senador Carlos Viana (Podemos-MG), a CPMI do INSS avança na investigação de esquemas que lesaram milhões de beneficiários vulneráveis.
Com depoimentos de ex-servidores do INSS marcados para a próxima semana, a comissão busca responsabilizar culpados e garantir ressarcimentos.
O embate de quinta-feira (02/out) reforça a necessidade de fiscalizar omissões do passado e proteger aposentados de fraudes sistêmicas.








É muita cara de pau desse Sérgio Moro.dece pagar por isso
Os comentários estão fechados.