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Plano era Israel entregar Gaza aos EUA após guerra, revela Trump em suas redes sociais nesta quinta (6)

    Líderes mundiais rejeitam ideia do republicano, de que os EUA assumam o enclave, enquanto palestinos afirmam que não deixarão o local: “Preferimos o inferno do que o paraíso de qualquer outro país. Se nos derem todo o dinheiro do mundo, não deixaremos esta terra” – SAIBA MAIS

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    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em suas redes sociais nesta quinta-feira (6/fev) que fazia parte de um plano Israel entregar a Faixa de Gaza aos EUA após o fim da guerra contra o grupo Hamas.

    Quando Gaza fosse “entregue”, os palestinos já teriam sido reassentados em comunidades muito mais seguras e bonitas, com casas novas e modernas, na região“, escreveu o republicano, acrescentando que não seria necessário o envio de soldados dos EUA para o enclave em Israel, o que ele não descartou antes.

    Os Estados Unidos trabalhariam com equipes do mundo inteiro para iniciar “lenta e cuidadosamente a construção do que se tornaria um dos maiores e mais espetaculares desenvolvimentos desse tipo na Terra, disse Trump na postagem, conforme transcreveu a CNN Brasil.

    Na terça-feira (4/fev), Trump afirmou em coletiva na Casa Branca que os Estados Unidos controlarão Gaza e sugeriu que os palestinos imigrassem para outros países, como Jordânia e Egito. Ao seu lado estava o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que apenas sorria enquanto o republicano falava.


    O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, na Casa Branca com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump | Foto: Andrew Caballero-Reynolds/AFP


    O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, tentou, na quarta-feira (5/fev), justificar o comentário de Trump criando a ideia de que era apenas uma proposta para que “assumissem a responsabilidade pela reconstrução daquela área” e que a população se mudasse por um período temporário.

    Líderes mundiais rejeitaram a ideia e palestinos afirmaram que não deixarão o local: “Depois de todo esse sofrimento, fome, bombardeio e morte, não deixaremos Gaza facilmente. Preferimos o inferno do que o paraíso de qualquer outro país. Se nos derem todo o dinheiro do mundo, não deixaremos esta terra”.

    A Jordânia ressaltou: “Sua Majestade, o Rei Abdullah II, enfatiza a necessidade de pôr fim à expansão dos assentamentos israelenses, expressando rejeição a qualquer tentativa de anexar terras e deslocar os palestinos“.

    O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, advertiu que os palestinos não abrirão mão de suas terras, direitos e locais sagrados, e que a Faixa de Gaza é parte integrante da terra do Estado da Palestina, junto com a Cisjordânia e Jerusalém Oriental. Ele acrescentou que qualquer tomada do território pelos EUA seria uma “grave violação do direito internacional“.

    O chanceler do Egito, Badr Abdelatty, discutiu com o primeiro-ministro da Autoridade Palestina, Mohammad Mustafa, a importância de seguir em frente com os projetos de recuperação em Gaza sem que os palestinos deixem o território.

    Netanyahu comentou que a proposta do presidente dos EUA pode “mudar a história” e que “vale a pena realmente seguir essa via”.

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