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‘Autorizar autolicenciamento para mineradoras e agro é colocar raposa para cuidar do galinheiro’, diz Ivan Valente

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    Deputado comenta alerta de Carlos Nobre sobre o “PL da devastação“, observa trâmite justamente “no ano da COP 30” e diz que é preciso “barrar esse projeto” – SAIBA MAIS

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    Brasília, 04 de junho de 2025

    O climatologista Carlos Nobre, referência mundial em mudanças climáticas, alertou que o Projeto de Lei da Devastação pode intensificar o desmatamento em todos os biomas brasileiros, como Amazônia, Cerrado, Pantanal, Caatinga, Mata Atlântica e Pampas.

    Em entrevista ao Brasil de Fato, ele afirmou que “o PL vai avançar o desmatamento em todos os biomas”, comprometendo a biodiversidade e a estabilidade climática do país.

    A proposta, aprovada no Senado, flexibiliza licenças ambientais para atividades de mineração e agronegócio, gerando preocupação às vésperas da COP 30, que ocorrerá no Pará em 2025.

    O deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) criticou duramente o projeto em suas redes sociais, chamando-o de “mãe de todas as boiadas”.

    Para ele, “autorizar o autolicenciamento para mineradoras e para o agronegócio é colocar a raposa para cuidar do galinheiro”.

    Valente destacou a gravidade do trâmite do PL em um ano crucial para o clima global, exigindo mobilização para “barrar esse projeto”.

    Ele convocou um ato contra o PL no MASP, em São Paulo, no domingo passado (1/jun).

    Impactos do PL da Devastação nos Biomas Brasileiros

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    Segundo Carlos Nobre, o autolicenciamento previsto no PL reduz a fiscalização ambiental, facilitando a degradação de áreas protegidas.

    A Amazônia, que já perdeu 20% de sua cobertura florestal, está próxima de um ponto de inflexão, onde pode se transformar em uma savana degradada, liberando bilhões de toneladas de carbono na atmosfera.

    O Cerrado, com 50% de sua área desmatada, e o Pantanal, que reduziu 30% de suas áreas alagadas, também enfrentam riscos irreversíveis.

    “Se continuarmos assim, o Pantanal pode desaparecer até 2070”, alertou Nobre.

    A COP 30, marcada para 2025 em Belém, coloca o Brasil sob os holofotes globais.

    A flexibilização de normas ambientais pode minar os compromissos do país no Acordo de Paris, que prevê reduzir emissões em 50% até 2030 e zerá-las até 2050.

    Nobre enfatiza que zerar o desmatamento é essencial para cumprir essas metas e preservar a liderança climática do Brasil.

    Mobilização Contra o PL e o Papel da Sociedade

    Ivan Valente reforça a necessidade de pressão popular para impedir a aprovação do PL na Câmara dos Deputados.

    O ato no MASP reuniu movimentos sociais, ambientalistas e cidadãos preocupados com o futuro dos biomas.

    “O Brasil não pode retroceder na luta climática”, disse o parlamentar.

    A sociedade civil, segundo ele, deve se unir para proteger a Amazônia, o Cerrado e outros ecossistemas vitais.

    Nobre sugere alternativas, como investir em agricultura regenerativa e sistemas agroflorestais, que preservam a biodiversidade e sequestram carbono.

    Ele defende uma transição para uma matriz energética 100% limpa até 2040, com foco em energia solar e eólica, para reduzir as emissões de gases de efeito estufa.

    O Que Está em Jogo com a COP 30?

    A COP 30 será uma oportunidade para o Brasil liderar a agenda climática global, mas o PL da Devastação pode comprometer essa posição.

    “O mundo espera que o Brasil mostre compromisso com a sustentabilidade”, afirmou Nobre.

    O projeto, ao facilitar o desmatamento, contraria os esforços para manter o aquecimento global abaixo de 1,5°C, limite crítico para evitar eventos climáticos extremos, como as enchentes no Rio Grande do Sul em 2024 e as secas na Amazônia.

    Organizações como Greenpeace Brasil e Observatório do Clima também criticaram o PL, alertando para o risco de “ecocídio” – a destruição irreversível de ecossistemas.

    A pressão internacional cresce, com a União Europeia cobrando políticas ambientais mais rigorosas do Brasil para manter acordos comerciais.

    O PL da Devastação representa uma ameaça aos biomas brasileiros e aos compromissos climáticos do Brasil.

    Carlos Nobre e Ivan Valente alertam que, sem mobilização, o país pode perder sua liderança na luta contra as mudanças climáticas.

    A COP 30 é uma chance de reverter esse cenário, mas exige ações urgentes para barrar o projeto e proteger a Amazônia, o Pantanal e outros ecossistemas.

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