Foi o quarto mês consecutivo de contração anual da atividade econômica e forte recessão no país vizinho, sob a presidência do presidente ultraliberal, Javier Milei, amigo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)
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A atividade econômica da Argentina recuou 3,3% em setembro em comparação com o mesmo período do ano passado, informou nesta sexta-feira (22/11) o Indec (Instituto Nacional de Estatísticas e Censos) do país. O resultado veio pior do que o previsto por analistas, que estimavam uma redução de 2,7%.
Esse foi o quarto mês consecutivo de contração anual da atividade econômica do país. Segundo o Indec, 11 setores registraram quedas na comparação anual, conforme mostra o g1. Sob a presidência do presidente ultraliberal, Javier Milei, amigo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a Argentina enfrenta uma forte recessão.
O destaque negativo ficou com o setor de Pesca, que recuou 25,2%. Os principais responsáveis pela retração do índice, no entanto, foram os segmentos de Construção (-16,6%); Comércio atacadista, varejista e reparos (-8,3%); e Indústria manufatureira (-6,2%).
Juntos, contribuíram com uma redução de 2,7 pontos percentuais (p.p.) na variação da atividade econômica do país, informou o Indec. Por outro lado, quatro setores registraram avanços no período, insuficientes para deixar o índice mensal no azul: Exploração de minas e pedreiras (+7,6%); Agricultura, pecuária, caça e silvicultura (+3,1%); Intermediação financeira (2,5%); Ensino (0,4%). Em comparação com o mês de agosto, disse o Indec, a economia argentina registrou um recuo de 0,3% em setembro.
Medidas de austeridade (redução dos gastos públicos) impactam negativamente diversos setores da economia. O pacote de Milei busca equilibrar as contas públicas do país, em meio a uma crise econômica e social, com dívidas elevadas, câmbio deteriorado, reservas internacionais escassas e inflação na casa de 193%.
Para a população, as medidas são doloridas. O chamado “Plano Motosserra” — referência ao corte de gastos — determinou uma desvalorização do peso em relação ao dólar, a paralisação de obras públicas e o corte de subsídios em tarifas de serviços essenciais.
O setor de Construção, que representou grande peso para a retração da atividade econômica argentina neste mês, foi o mais atingido desde que Milei suspendeu as obras públicas como parte de sua política de redução do déficit fiscal.
As duras medidas do presidente argentino ajudaram o país elevar suas reservas em dólar e, no primeiro trimestre deste ano, a registrar seu primeiro superávit fiscal desde 2008. O superávit acontece quando a arrecadação é maior do que os gastos. Houve, no entanto, um aumento da pobreza no país: são 15,7 milhões de argentinos abaixo da linha da pobreza, situação que afeta 52,9% da população, segundo o próprio Indec.
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Cada presidente governa para o povo que o merece e os argentinos foram avisados, o quatro anos de fascismo no Brasil não adiantaram, eles votaram conscientes de que estavam elegendo um bandido, agora que o embalem.
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