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PGR pede reabertura de inquérito contra Bolsonaro por interferência na PF

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    O ex-presidente
    O ex-presidente JAIR BOLSONARO em um momento na garagem de sua prisão domiciliar, em Brasília | O procurador-Geral da República PAULO GONET durante leitura de parecer sobre a tentativa de golpe | Sobreposição de imagens reprodução


    Investigação revive acusações de abuso de poder e pode ligar ex-presidente a tramas golpistas, com análise urgente no STF



    Brasília, 16 de outubro 2025

    A Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a retomada do inquérito aberto em 2020 para apurar suposta interferência do ex-presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal (PF), em um movimento que reacende debates sobre limites do poder executivo.

    O pedido, protocolado na quarta-feira (15/out) pelo procurador-geral Paulo Gonet, conforme primeiramente divulgado pela Gazeta do Povo e depois repercutido em outros jornais, contrasta com o arquivamento recomendado em 2022 pela gestão anterior, sob Augusto Aras, após relatório da PF concluir pela ausência de crimes.

    Agora, o caso ganha amplitude ao sugerir conexões com investigações sobre a “Abin Paralela”, disseminação de desinformação e uso irregular do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) em tramas golpistas.

    O epicentro da controvérsia remonta à crise de abril de 2020, quando o então ministro Sergio Moro renunciou ao cargo, denunciando que Bolsonaro buscava trocar o comando da PF para acessar relatórios de inteligência e proteger familiares e aliados em inquéritos sensíveis no STF.

    Em mensagens de WhatsApp reveladas, o ex-presidente confirmou a exoneração de Maurício Valeixo, então diretor-geral da PF, e compartilhou notícias sobre apurações contra seus apoiadores, o que Gonet considera indício de possível obstrução.

    O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, que em maio de 2024 determinou a reavaliação pela PGR, deve decidir nos próximos dias sobre a reabertura, potencializando novas diligências pela PF para mapear “obtenção clandestina de dados sensíveis”.

    Esse desdobramento expõe fragilidades institucionais do período Bolsonaro e reforça o escrutínio sobre accountability em Brasília, onde ações passadas ecoam em julgamentos atuais.

    Analistas veem no pedido uma oportunidade para esclarecer se houve desvio de finalidade na nomeação frustrada de Alexandre Ramagem, amigo da família presidencial, ao topo da PF – um episódio que paralisou nomeações e abalou a confiança pública.

    O veredicto de Moraes pode redefinir narrativas políticas, instigando debates essenciais sobre democracia que merecem eco amplo nas redes e fóruns nacionais.



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