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Deputada deixou o País rumo à Europa após condenação do STF e administração do MPF iniciou ações contra bolsonarista que deve cumprir à Justiça 10 anos de prisão – SAIBA MAIS
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Brasília, 03 de junho de 2025
A Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (3/JUN) a prisão preventiva da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) após ela anunciar que deixou o Brasil rumo à Europa.
Condenada a 10 anos de prisão por invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Zambelli afirmou estar fora do país para tratamento médico e planeja pedir licença não remunerada do mandato.
A PGR, liderada pelo procurador-geral Paulo Gonet, argumenta que a prisão é necessária para “assegurar a aplicação da lei penal”, dado o risco de Zambelli não retornar ao Brasil.
O pedido inclui sua inclusão na lista da Interpol, reforçando a gravidade da situação.
A decisão do STF ainda está pendente, mas o caso ganhou destaque nacional.
Zambelli foi condenada por unanimidade pela Primeira Turma do STF em 18 de maio por planejar, com o hacker Walter Delgatti Neto, a invasão do sistema do CNJ em 2023.
A ação resultou na emissão de um mandado de prisão falso contra o ministro Alexandre de Moraes, além de alvarás de soltura forjados.
A pena inclui perda do mandato e multa de R$ 2 milhões por danos morais.
Em entrevista ao canal AuriVerde no YouTube, Zambelli declarou que possui cidadania europeia e pretende “denunciar a ditadura” do Brasil em cortes internacionais.
Ela também criticou as urnas eletrônicas, chamando-as de “não confiáveis”.
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A deputada nega as acusações e alega perseguição política.
Além da condenação por invasão ao CNJ, Zambelli enfrenta outro processo no STF por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal, relacionado a um episódio em 2022 onde perseguiu um homem armado em São Paulo.
A Primeira Turma formou maioria para condená-la a 5 anos e 3 meses de prisão, mas o julgamento foi suspenso por um pedido de vista do ministro Kassio Nunes Marques.
A saída de Zambelli do Brasil ocorre em meio a tensões políticas.
A deputada pediu doações via Pix em 19 de maio para custear multas judiciais, alegando não ter recursos para arcar com os valores. O Partido Liberal (PL) ainda mantém apoio à parlamentar, apesar da crise.
Repercussão e próximos passos
O caso de Zambelli intensifica o debate sobre a atuação do STF e a responsabilização de parlamentares.
A PGR destacou que a prisão preventiva não antecipa o cumprimento da pena, mas visa garantir a ordem pública.
A decisão do STF sobre o pedido será crucial para definir os próximos passos da deputada, que pode enfrentar restrições internacionais caso seja incluída na lista da Interpol.












