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    PGR defende Bolsonaro desarmado em domiciliar: “Se não era grave, por que tirar” a arma?”, questiona jornalista

    — calculando —
    Paulo Gonet e Jair Bolsonaro em prisão domiciliar

    📷 O procurador-geral da República, Paulo Gonet / Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil | O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em prisão domiciliar / Imagem reprodução CNN Brasil

    RESUMO
    URBS MAGNA

    | Brasília (DF)
    01 de julho de 2026

    O procurador-geral da República, Paulo Gonet, manifestou-se favorável à manutenção da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro mesmo após a apreensão de uma pistola registrada em nome do ex-presidente.

    A posição, enviada ao ministro Alexandre de Moraes do STF nesta quarta-feira (1º/jul), considera que o episódio não configura falta grave apta a revogar o benefício concedido por motivos de saúde.

    Nas redes sociais, o jornalista Tiago Barbosa comentou o caso: “Se não era grave, por que tirar? Se tira, é por que é grave? O malabarismo para beneficiar um golpista enoja o Brasil.

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    Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado.

    Em março de 2026 recebeu prisão domiciliar temporária para tratamento de broncopneumonia.

    O regime, que deveria terminar no final de junho, tem pedido de prorrogação em análise no STF.

    Em 15 de junho de 2026, durante blitz da Polícia Militar em Taguatinga, no Distrito Federal, foi apreendida uma pistola Glock 9mm registrada em nome de Jair Bolsonaro.

    A arma estava com o sargento do Exército Estácio Leite da Silva Filho, integrante da equipe de segurança do ex-presidente, que alegou levar o armamento para conserto.

    Em depoimento prestado à Polícia Civil do Distrito Federal em 23 de junho, Jair Bolsonaro confirmou a propriedade da pistola e explicou que a entregou ao segurança após identificar defeito mecânico.

    Ele justificou a necessidade de manter arma em casa com a frase “tem três mulheres em casa e não podia ficar desarmado”.

    O relatório da Polícia Civil do DF, encaminhado ao STF em 1º de julho, concluiu que não há crime imputável a Jair Bolsonaro.

    O documento destacou que o registro da arma estava válido e não havia restrições judiciais conhecidas.

    O sargento Estácio Leite da Silva Filho foi indiciado por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.

    No parecer enviado ao ministro Alexandre de Moraes, o procurador-geral Paulo Gonet afirmou: “A conclusão da autoridade policial, no que se refere a Jair Bolsonaro, tem, efetivamente, bom suporte nas circunstâncias apuradas do episódio. Não há imputar ao sentenciado falta disciplinar que impacte negativamente sobre o atual regime em que cumpre pena.”

    Paulo Gonet acrescentou que, apesar disso, “a condição atual do custodiado é incompatível com a posse de arma de fogo, que pressupõe, entre outros requisitos, a comprovação de idoneidade”.

    Por isso, recomendou que a pistola permaneça apreendida.

    O parecer da PGR reforça a necessidade de aguardar a conclusão integral das investigações antes de qualquer decisão sobre a extensão ou revogação da prisão domiciliar.

    O ministro Alexandre de Moraes agora ouvirá a defesa de Jair Bolsonaro antes de decidir.

    A PGR reconheceu a incompatibilidade entre o regime domiciliar e a posse de armamento, ao mesmo tempo em que afastou, neste momento, a caracterização de falta grave.



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