O ex-Intercept Glenn Greenwald publicou na Folha conversas informais de assessores e ex-assessores do ministro, mas Gonet chamou representação do Novo de inviável, afirmando que não há evidências de falsidade nos relatórios do ministro
O PGR (Procurador-Geral da República), Paulo Gonet, rejeitou, nesta sexta-feira (16/8), um pedido do partido Novo para investigar o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes, sobre produção de relatórios do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) contra bolsonaristas, conforme divulgado pelo jornalista Glenn Greenwald na Folha de S. Paulo.
O ex-Intercept publicou conversas informais de assessores e ex-assessores do ministro.
Gonet destacou a inviabilidade da representação e arquivou o caso, afirmando que não há evidências de falsidade nos relatórios e que eles foram um elemento informativo em investigações já em curso.
“Os documentos confeccionados e encaminhados, afinal, se limitavam a reproduzir e a documentar o teor de conteúdo publicado em redes sociais por perfis que tentavam abalar a credibilidade das instituições eleitorais perante a sociedade brasileira”, afirmou o PGR.
“Não se cogita de falsidade do conteúdo retratado nesses documentos. Portanto, não há sequer dúvida sobre a fidelidade aos fatos que cabe se esperar de atos do tipo“, completou.
A atuação do Ministério Público foi considerada regular e o encaminhamento dos relatórios foi considerado pertinente dentro das competências constitucionais da Justiça Eleitoral.
