Português Inglês Irlandês Alemão Sueco Espanhol Francês Japonês Chinês Russo
Avançar para o conteúdo

PGR aguarda prova para denunciar Bolsonaro por incitar os ataques terroristas do ‘8 de Janeiro’

    O expresidente Jair Bolsonaro (PL) durante discurso na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, em 7 de setembro de 2022 | Imagem reprodução Facebook / @jairmessias.bolsonaro / Facebook

    Receba notícias do Canal Urbs Magna no WhatsApp

    O órgão diz que já tem indícios do crime de incitação – artigo 286 do Código Penal prevê pena de detenção de 3 a 6 meses -, mas usará um vídeo que o ex-presidente afirma que postou no Facebook por engano

    A PGR (Procuradoria-Geral da República) diz que já há indícios e pretende denunciar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por incitação ao crime em decorrência dos ataques golpistas às sedes dos três Poderes no dia 8 de janeiro.

    Dois dias após os atos, Bolsonaro publicou em seu perfil um vídeo produzido por terceiro em que o autor questionava a lisura das urnas eletrônicas, mas o ex-presidente apagou o conteúdo pouco depois.

    Em depoimento à Polícia Federal em abril, Bolsonaro alegou ter publicado o vídeo por engano, quando estava sob efeito de medicamentos. As justificativas foram dadas no âmbito do inquérito que mira os autores intelectuais dos ataques.

    O órgão avalia faltar apenas a disponibilização formal deste conteúdo, que seria a prova que a Meta, dona do Facebook, diz não estar mais disponível.

    O vídeo postado por Bolsonaro mostrava um homem identificado como Dr. Felipe Gimenez, que atacava a segurança das urnas eletrônicas. A publicação trazia ainda as frases “Lula não foi eleito pelo povo. Ele foi escolhido e eleito pelo STF [Supremo Tribunal Federal] e TSE [Tribunal Superior Eleitoral]”.

    O advogado do ex-presidente, Paulo Cunha Bueno, disse na ocasião que o vídeo havia sido postado quando Bolsonaro tentava transmiti-lo para o seu arquivo de WhatsApp para assisti-lo posteriormente.

    Também afirmou que, justamente nesse período, o ex-presidente estava internado em um hospital em Orlando (nos Estados Unidos), quando teve uma crise de obstrução intestinal e foi submetido a um tratamento com morfina.

    Bueno disse que o ex-presidente teria recebido o vídeo de terceiros e queria armazená-lo para assistir mais tarde. Bolsonaro, afirmam os advogados, não se deu conta de que realizou a postagem, mas foi alertado por auxiliares e apagou a publicação em seguida.

    Veja na imagem a seguir, disponibilizada pela ‘Folha de S. Paulo‘, em publicação no final da noite desta segunda-feira (4/12)

    Print da tela do perfil de Facebook do presidente Jair Bolsonaro. No vídeo, um homem apresenta teorias da conspiração contra a segurança das urnas eletrônicas.
    Bolsonaro publica vídeo com fake news sobre eleições e depois apaga – Reprodução


    Segundo o jornal, o crime de incitação, pelo qual Bolsonaro pode ser acusado, está previsto no artigo 286 do Código Penal, que prevê pena de detenção de 3 a 6 meses.

    A PGR reiterou o pedido de acesso ao material em manifestação ao STF (Supremo Tribunal Federal). Também demandou que seja dado prazo de 48 horas para o cumprimento da obrigação, determinada ainda em janeiro pelo relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes.

    O Grupo Estratégico de Combate aos Atos Antidemocráticos do MPF (Ministério Público Federal) avalia que militantes bolsonaristas que perpetraram os ataques foram influenciados por teorias da conspiração que questionaram a vitória eleitoral do presidente Lula (PT).

    Ao longo de seu mandato (2019-2022), Bolsonaro acumulou declarações de cunho golpista e, ao perder as eleições, resistiu a reconhecer o resultado e incentivou apoiadores a permanecer em acampamentos que pediam às Forças Armadas um golpe que impedisse a posse de Lula.

    🗣️💬

    Discover more from Urbs Magna

    Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

    Continue reading