Expectativa é a de revelações de interconexões do setor bancário com reflexo na CPMI do INSS, potencializando o rigor das averiguações em curso
Brasília (DF) · 09 de fevereiro de 2026
A Polícia Federal conseguiu romper a barreira de segurança de um dispositivo móvel pertencente a Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.
A ação, realizada nesta segunda-feira (09/fev), permitiu o acesso a informações sensíveis, inclusive aquelas que haviam sido excluídas, em meio a uma apuração sobre supostas anomalias na administração da entidade bancária e tentativas de influência sobre órgãos reguladores para impedir sua dissolução.
De acordo com relatos obtidos pela CNN Brasil, o aparelho em questão era um modelo recente da linha iPhone, equipado com uma camada extra de proteção criptográfica.
Vorcaro, durante seu interrogatório, optou por não revelar a senha de desbloqueio, o que compeliu os investigadores a recorrerem a ferramentas especializadas recém-adquiridas pela corporação.
Essas tecnologias não apenas decifram códigos complexos, mas também resgatam dados que o usuário acreditava terem sido eliminados permanentemente.
A compilação das evidências extraídas está em fase avançada e deve ser remitida em breve ao Supremo Tribunal Federal (STF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR).
O ministro Dias Toffoli, do STF, é o responsável por avaliar a liberação desses materiais para a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, que investiga questões afins.
Essa transferência pode elucidar aspectos cruciais sobre as alegadas pressões exercidas por Vorcaro para evitar a liquidação do Banco Master, uma instituição financeira sob escrutínio por irregularidades operacionais.
A PF investiu em softwares de criptoanálise capazes de superar as defesas de dispositivos Apple com chip T2, um avanço que tem sido pivotal em casos recentes envolvendo extração de dados, reportou o Metrópoles.
No contexto dessa operação, Vorcaro permanece sob medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica, e nega possuir amplas conexões influentes. Sua defesa planeja restringir o escopo de respostas durante o depoimento agendado para 19 de fevereiro, logo após o Carnaval, na CPMI.
O caso transcende o âmbito puramente financeiro, transformando-se em um palco político com enxurradas de requerimentos nas comissões parlamentares.
A expectativa é que os dados acessados revelem interconexões com o setor bancário, potencializando o rigor das averiguações em curso.
A quebra de criptografia exemplifica a evolução das técnicas investigativas no Brasil, alinhando-se a padrões internacionais de perícia digital.
As implicações podem reverberar não apenas na esfera judicial, mas também no debate sobre privacidade e segurança de dados em um cenário onde tecnologias de encriptação são cada vez mais sofisticadas.

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