O ex-diretor da Abin, ex-delegado da PF e candidato derrotado a prefeito do Rio de Janeiro, era um dos principais homens de confiança do ex-presidente inelegível até 2030, que é o principal alvo da investigação
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A PF (Polícia Federal) deve ouvir nesta terça-feira (5/11) o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), no inquérito que investiga a tentativa de um golpe de Estado para impedir a posse do Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no início de 2023, e perpetuar Jair Bolsonaro (PL).
O ex-presidente de extrema direita se tornou o primeiro chefe de Executivo a não conseguir ser reeleito, em 2022, para um mandato consecutivo, após ser derrotado nas urnas para o estadista, e, em março deste ano, ainda foi declarado “inelegível” pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Segundo a Corte, Bolsonaro cometeu os crimes de abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação ao reunir embaixadores, em julho de 2022, no Palácio da Alvorada, para atacar o sistema eletrônico de votação.
Ramagem, que é ex-diretor da ABIN (Agência Brasileira de Inteligência, ex-delegado da PF e candidato derrotado a prefeito da cidade do Rio de Janeiro, era um dos principais homens de confiança do ex-presidente Jair Bolsonaro e a investigação está na reta final para ser concluída.
O depoimento de Ramagem, no âmbito da investigação que tem como alvo Jair Bolsonaro, está marcado para as 14 horas de terça-feira, quando ocorre uma das últimas fases do procedimento, informa O Globo, acrescentando que o aliado do ex-presidente deve ser um dos indiciados na investigação, além do ex-mandatário.
Segundo o texto, o deputado também é investigado em um outro inquérito que apura se a ABIN, sob o comando dele, foi utilizada para fazer o monitoramento ilegal de alvos que eram desafetos do governo Bolsonaro. Dados das duas investigações foram compartilhados.
A principal linha de investigação da PF é que diversos órgãos do governo passado foram mobilizados para interferir na posse de Lula, como setores da Abin, Polícia Rodoviária Federal, Palácio do Planalto e das Forças Armadas.
Uma das principais provas elencadas pela PF é a discussão de uma minuta golpista em reuniões nos Palácios do Planalto e da Alvorada, no fim de 2022.
Segundo a PF, o ex-presidente teria convocado os então comandantes do Exército, da Aeronáutica e da Marinha para tratar sobre a aplicação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), estado de defesa e de sítio para impedir a transmissão o cargo a Lula, que havia ganhado as eleições naquele ano.
Conforme as investigações, os chefes do Exército e da Aeronáutica se manifestaram contra o plano.
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