📷 Claudio Castro, Ciro Nogueira, Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro / Imagens reprodução / Redes Sociais
| Brasília (DF)
11 de junho de 2026
A Polícia Federal avalia que as investigações do caso Master não chegaram nem na metade e quer acelerar o máximo possível as várias frentes de apuração antes das eleições conforme reportou o Valor.
A medida busca garantir o avanço das apurações sem dar margem a eventuais questionamentos e críticas.
A instituição vem se debruçando sobre o vasto conteúdo do material apreendido e periciado para analisar as teias de relações e personagens envolvidos em episódios suspeitos.
A Operação Compliance Zero já completou oito fases e avançou sobre políticos como o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e o ex-governador Cláudio Castro (PL).
A expectativa é de que a lista de nomes investigados seja ampliada em breve.
O volume de informações é extenso e exige mapeamento criterioso da sofisticada rede de empresas e fundos utilizados para cometer fraudes financeiras e ocultar os verdadeiros responsáveis pelos recursos desviados.
Por isso, a PF considera que a investigação não depende do fechamento de delações para avançar.
A segunda proposta de delação premiada apresentada por Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, não trouxe fatos novos.
A justiça federal e a Procuradoria-Geral da República ainda analisam o material.
A democracia brasileira ganha com a urgência: a Polícia Federal busca evitar episódios como os da Lava Jato, quando delações eram tornadas públicas na véspera das eleições.
A corporação deve rejeitar novamente o acordo. A PGR deve se manifestar ao STF até sexta-feira (12/jun).
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