“Senador é um ‘zumbi’ que não deve terminar o mandato“, diz jornalista: “Vemos uma coisa gravíssima: ele incitando ódio e intolerância. As pessoas acham que são coisas das redes sociais, não é. Ela transborda e vira violência, agressão, morte”
A PF (Polícia Federal) está investigando Marcos do Val (Podemos-ES), suspeito de enviar o número do telefone de Flávio Dino em um grupo de WhatsApp. Após isso, o ministro recebeu ataques. O senador teria incitado militantes.
Em maio, Dino recebeu uma série de mensagens ofensivas após seu número ser enviado no grupo por Do Val, segundo investigadores. Na sabatina de Dino no Senado, na quarta-feira (13/12), o próprio senador forneceu provas sobre o caso.
Do Val já é investigado pelo STF sob suspeita de ter trabalhado para atrapalhar as investigações sobre o 8 de Janeiro.
O jornalista Leonardo Sakamoto diz que o congressista é mais um “senador zumbi” que não deve terminar o mandato, devido a ações que ele mesmo provoca, como ocorreu com a divulgação do telefone do ministro.
“Vemos uma coisa gravíssima: ele incitando ódio e intolerância. As pessoas acham que são coisas das redes sociais, não é. Ela transborda e vira violência, agressão, morte. O que acontece é o senador Marcos do Val extrapolando qualquer limite do razoável e facilitando a vida de pessoas que poderiam vir a agredir o ministro Flávio Dino. É um absurdo“, disse Sakamoto.
“Isso corrobora a imagem de que ele é mais um senador ‘The Walking Dead’, zumbi: uma pessoa que muita gente aposta que não termina o mandato“, prossegue. Ele “se esforça” para perder o cargo no Senado. O mandato dele vai até 2026. “Ele produz o tempo inteiro motivos para que seus pares ou a Justiça o retire do Senado“.
“Já tivemos tempos atrás investigações mostrando que ele participou de uma espécie de quase conspiração, o objetivo era uma pegadinha contra o ministro Alexandre de Moraes, tentando pegá-lo no pulo no momento em que Jair Bolsonaro questionava o resultado das eleições do ano passado“, disse o jornalista.
