Quase R$ 1 milhão teriam sido desviados nas irregularidades em repasses públicos para eventos culturais
PF e CGU deflagram operação no Acre contra desvio de R$ 912 mil em emendas parlamentares para shows em Sena Madureira. Deputado Eduardo Velloso (União-AC) é alvo principal, com buscas em Brasília. Investigação foca em repasses via “emenda Pix” e possíveis irregularidades licitatórias. Parlamentar nega ilicitudes e coopera. Caso destaca necessidade de transparência orçamentária federal.
Rio Branco (AC) · 29 de janeiro de 2026
A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram, nesta quinta-feira (29/jan), uma operação para escrutinar indícios de malversação de verbas federais no Acre.

O fulcro da apuração recai sobre o deputado federal Eduardo Velloso (União-AC), suspeito de direcionar indevidamente emendas parlamentares para a contratação de espetáculos musicais no município de Sena Madureira.
De acordo com detalhes divulgados pela Brasil 247, a operação visa elucidar o emprego de recursos públicos em contratações promovidas pela secretaria municipal local, com prejuízo estimado em R$ 912 mil aos erários.
Os repasses, oriundos de emendas parlamentares, teriam sido canalizados para apresentações artísticas, suscitando questionamentos sobre a lisura dos processos.
Paralelamente, a Metrópoles reporta que agentes federais executaram buscas no apartamento funcional de Velloso em Brasília, configurando-o como o epicentro da investigação.
A modalidade de transferência, apelidada de “emenda Pix“, emerge como vetor central da análise, com indícios de que os fundos foram alocados para shows de elevado custo, potencialmente sem observância aos rigores licitatórios.
Fontes oficiais da PF ressaltam que a operação, batizada de forma a preservar o sigilo investigativo, abrange mandados de busca e apreensão em múltiplos pontos, incluindo residências e gabinetes.
“As diligências buscam elementos probatórios sobre o possível desvio de recursos destinados à cultura e ao lazer comunitário”, assinala comunicado da instituição, sem nominar diretamente os envolvidos além do parlamentar.
Segundo o Metrópoles, surge a menção a um “show milionário” financiado via esses mecanismos, ampliando o escopo para além das cifras iniciais e sugerindo um padrão de conduta que poderia envolver outros atores políticos.
Já a Brasil 247 enfatiza o papel da CGU na auditoria técnica, que detectou discrepâncias nos relatórios de prestação de contas apresentados pela administração municipal.
Até o momento, Velloso não se pronunciou publicamente sobre as alegações, embora assessores próximos indiquem que o deputado coopera com as autoridades, negando qualquer ilicitude.
A operação insere-se em um contexto mais amplo de escrutínio sobre o uso de emendas parlamentares, mecanismo frequentemente criticado por sua opacidade e potencial para clientelismo.
Especialistas em governança pública, consultados por veículos como a Brasil 247, ponderam que casos semelhantes podem erodir a confiança nas instituições, demandando reformas urgentes no arcabouço orçamentário federal.
A integração entre PF e CGU exemplifica uma abordagem multidisciplinar, combinando expertise investigativa e fiscalizatória para desmantelar redes de corrupção incrustadas no aparato estatal.

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