A instituição policial não deve pedir ainda as prisões preventivas do ex-presidente, de seus advogados Fábio Wajngarten e Frederick Wasseff, e do ex-ajudante de ordens, o tenente-coronel Mauro Cid, que também serão indiciados
A PF Polícia Federal indiciou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nos inquéritos que apuram a venda ilegal de joias no exterior e a falsificação de cartões de vacinação contra a covid-19.
Além do candidato derrotado na eleição presidencial de 2022 e declarado inelegível, outros aliados do ex-presidente também aparecem na lista da instituição policial, conforme noticiou Igor Gadelha, do Metrópoles.
Também serão indiciados os advogados de defesa de Bolsonaro, Fabio Wajngarten e Frederick Wasseff, além do ex-ajudante de ordens, o tenente-coronel Mauro Cid, que havia fechado um acordo de delação premiada com a PF e já se imaginava que suas revelações tornariam a situação jurídica de do ex-presidente mais conturbada.
Cid teve acesso livre ao Palácio do Planalto e foi braço-direito e secretário particular do ex-presidente nos quatro anos do governo passado. Segundo a reportagem, a PF não deve pedir prisão preventiva nem de Bolsonaro, nem de seus aliados no momento.
O indiciamento representa a última etapa do inquérito. Portanto, a investigação considera haver elementos e indícios suficientes para apontar ao Ministério Público que o investigado é o possível autor de um crime.
A Polícia Federal relaciona certificados falsos de vacinação emitidos em 2022 em nome de Jair Bolsonaro e sua filha com uma tentativa de golpe de Estado em janeiro de 2023.
Além disso, o ex-presidente é acusado de tentar trazer ilegalmente joias para o país, que deveriam ser repassadas ao acervo da Presidência.
Também há alegações de que Bolsonaro tinha conhecimento de um esquema de venda de joias, que foram omitidas do acervo e vendidas para seu enriquecimento, incluindo itens recebidos durante uma visita oficial à Arábia Saudita.
