PF identifica ameaças a LULA e comício em Minas terá snipers e drones

Agentes à paisana, apoio extra da Polícia Militar, Guarda Municipal e Departamento de Trânsito são parte da estrutura planejada

Primeiro comício de campanha do LULA nesta quinta-feira (18/8), em Belo Horizonte, terá amplo esquema de segurança da Polícia Federal, com um grupo de agentes do Comando de Operações Táticas, a elite da corporação experiente em situações de alto risco. Snipers posicionados em pontos estratégicos, agentes à paisana e monitoramento por drone, além de apoio extra da Polícia Militar, Guarda Municipal e do Departamento de Trânsito são parte da estrutura planejada após serem identificadas ameaças contra o líder das pesquisas, informa o jornal O Globo.

A este exemplo, o texto menciona que há pouco mais de uma semana, “o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo (SP), recebeu uma ligação anônima de uma pessoa que disse que haveria uma suposta explosão no local quando Lula estivesse presente durante o lançamento do livro “Quatro décadas com Lula: O poder de andar junto”, de Clara Ant, assessora especial do ex-presidente. Horas antes de Lula chegar ao evento, a PF mobilizou uma equipe de agentes e peritos para fazer uma varredura em cada um dos pavimentos do prédio e no perímetro próximo. Todo tipo de objeto suspeito foi descartado às pressas pelos policiais. A situação foi controlada, mas a equipe ficou em alerta“.

A PF identificou um grupo de WhatsApp no qual um dos integrantes faz uma ameaça contra o ex-presidente“, prossegue o texto, sobre fato ocorrido “no início deste mês, durante viagens de Lula ao Nordeste“. A matéria afirma que “no diálogo, uma pessoa descreve um plano de como executar um ataque e explica como sair sem ser identificado após o atentado. Após levantar informações sobre o caso, agentes descobriram que o suspeito estava em outro estado, distante do evento do qual o candidato do PT participaria“.

A Polícia Federal submete ao escrutínio “a identidade de cada suspeito em eventos públicos. Durante os atos, por exemplo, agentes infiltrados observam o comportamento do público e direcionam atenção a qualquer pessoa que apresenta movimentações atípicas. A varredura inclui também os funcionários que trabalham na montagem das estruturas de palco e na logística dos eventos políticas.

Numa dessas verificações, antes de um ato em Campina Grande (PB), em 2 de agosto, foi identificada uma pessoa com mandado de prisão em aberto – que foi detida. Em outras ocasiões, trabalhadores com antecedentes criminais foram afastados do serviço a pedido da segurança da campanha, comandada pelo delegado Andrei Rodrigues“, diz ainda a matéria.

O esquema de segurança leva em conta o grau de exposição a que Lula está submetido, de acordo com a avaliação da PF. Em uma escala de 1 a 5, o ex-presidente está classificado com o mais alto nível de risco. Em função disso, a demanda por reforço no número de agentes da Polícia Federal encarregados de zelar pela integridade do candidato do PT durante as duas últimas viagens a Brasília gerou divergências na corporação“.

“No final de julho, a equipe de Lula pediu à Superintendência da PF do Distrito Federal o apoio de 30 homens, mas só recebeu a metade disso. Ontem, os responsáveis pela segurança do petista solicitaram à superintendência um aumento do número de veículos para fazer a escolta de Lula à capital, onde ele acompanhou a posse do ministro Alexandre de Moraes como presidente do Tribunal Superior Eleitoral. No primeiro momento, o quantitativo foi negado. Diante da insistência, a PF do DF acabou atendendo ao pleito”.

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