
Ministros do Supremo Tribunal Federal | Foto de Sérgio Lima/Poder360
Operação revela esquema criminoso envolvendo militares e civis com planos de ataques a autoridades do Supremo – SAIBA MAIS
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Brasília, 28 de maio de 2025
A Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação na manhã desta quarta-feira (28/mai), que resultou na prisão de um grupo de extermínio autodenominado Comando C4 (Comando de Caça a Comunistas, Corruptos e Criminosos), acusado de cobrar R$ 250 mil para monitorar e planejar assassinatos de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
A organização, composta por civis e militares da ativa e da reserva, também oferecia serviços de espionagem, com atuação confirmada em Brasília e outras regiões do país.
Segundo a PF, as investigações apontam que o grupo utilizava métodos sofisticados para vigiar alvos e planejar ações violentas.
“A operação visa desarticular uma estrutura criminosa que ameaçava a segurança de autoridades e a estabilidade democrática”, declarou a Polícia Federal em nota oficial.
Os alvos da operação incluíam figuras de alto escalão do STF, com evidências de que o grupo realizava levantamentos detalhados sobre rotinas e vulnerabilidades dos ministros.
A PF identificou que o Comando C4 operava com uma rede de contatos que incluía policiais militares e ex-militares, utilizando recursos como grampos ilegais e monitoramento por drones.
A investigação, iniciada após denúncias anônimas, revelou que o grupo também oferecia serviços para outros crimes, como extorsão e ameaças.
“Esse grupo representava uma ameaça direta ao Estado de Direito”, afirmou o delegado responsável pela operação, Carlos Henrique Oliveira.
Além das prisões, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão em cinco estados brasileiros, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal, confiscando documentos, armas e equipamentos eletrônicos.
Dados preliminares indicam que o grupo já havia recebido ao menos R$ 1,5 milhão em pagamentos por serviços criminosos, segundo fontes da investigação.
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A operação, batizada de Escudo da Justiça, mobilizou 200 agentes federais e foi coordenada em parceria com o Ministério Público Federal (MPF).
A ação também investigou possíveis conexões do grupo com milícias locais.
A operação reforça a preocupação com a segurança de autoridades judiciais em um contexto de crescente polarização política.
O STF emitiu uma nota oficial condenando qualquer tentativa de intimidação contra seus membros e reforçando a importância da proteção institucional.
“Não toleraremos ameaças que busquem enfraquecer a democracia”, afirmou o presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso.
As investigações continuam para identificar possíveis mandantes e financiadores do grupo.
A sociedade civil e organizações de direitos humanos pedem rigor nas apurações para evitar novos episódios de violência política.












