Avanço na Operação Compliance Zero revela dados sensíveis do banqueiro, gerando tensão nos círculos políticos e financeiros da capital federal
Brasília (DF) · 04 de fevereiro de 2026
A Polícia Federal (PF) tem empregado ferramentas sofisticadas, reminiscentes das usadas em séries investigativas como CSI, para extrair informações de aparelhos celulares apreendidos durante a Operação Compliance Zero.
Essa iniciativa visa desvendar uma suposta rede de fraudes bilionárias envolvendo o Banco Master, instituição controlada pelo banqueiro Daniel Vorcaro.
Em depoimento prestado em 30 de dezembro de 2025, Vorcaro recusou-se a fornecer a senha de seu dispositivo, alegando o desejo de proteger “relações pessoais e privadas”, conforme noticiado amplamente.
A operação, deflagrada inicialmente em novembro de 2025, investiga crimes como gestão fraudulenta, manipulação de mercado e lavagem de capitais.
Na primeira fase, Vorcaro foi detido ao tentar embarcar para o exterior em seu jatinho particular no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo.
A segunda etapa, autorizada pelo ministro Dias Toffoli do Supremo Tribunal Federal (STF) em 14 de janeiro, cumpriu 42 mandados de busca e apreensão em estados como São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, resultando no bloqueio de R$ 5,7 bilhões em bens.
Entre os aparelhos analisados estão os de Vorcaro, familiares, ex-sócios e do investidor Nelson Tanure.
A PF utilizou softwares restritos como Cellebrite (de origem israelense) e GreyKey (estadunidense) para acessar dados mesmo sem senhas ou com os dispositivos desligados, evitando exclusões remotas.
Essa capacidade exclusiva da PF tem gerado apreensão em Brasília, onde Vorcaro afirmou possuir “amigos de todos os Poderes” da República.
Mensagens e áudios extraídos podem determinar se o caso permanece no STF ou desce à primeira instância, segundo O Globo. O conteúdo dos celulares foi integralmente copiado, incluindo o de Vorcaro, que negou irregularidades no Banco Master durante o depoimento.
A recusa da senha ocorreu em acareação com o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, em 30 de dezembro de 2025, na sede do STF.
A defesa de Vorcaro, representada pelo advogado Roberto Podval, enfatizou a preservação de comunicações sigilosas, sem relação com atividades comerciais.
A investigação aponta para a venda de R$ 12 bilhões em títulos de crédito falsificados ao BRB, banco público do Distrito Federal, e captações irregulares via fundos de investimento, com desvios para patrimônio pessoal.
A PF também apura indícios de que Vorcaro ordenava ataques virtuais por influenciadores, conforme indícios em aparelhos analisados. Em outra vertente, imóveis de Ronaldinho Gaúcho foram usados sem aval para captar R$ 330 milhões, informou O Globo.
A análise pericial prossegue, mapeando contatos que podem envolver figuras proeminentes em Brasília.
Nesta quarta-feira (04/fev), o Senado criou uma força-tarefa para acompanhar as investigações sobre o Banco Master, atuando como uma “CPI informal”.

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