Explosão que matou o bolsonarista após ele lançar bombas em frente ao STF “implodiu também qualquer possibilidade de aprovação de uma anistia para Bolsonaro, que está inelegível, e aos participantes dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro“, diz colunista
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A PF (Polícia Federal) convocou para um novo depoimento Mauro Cid – ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) – declarado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) inelegível até 2030 por conta de ataques ao sistema de votação brasileiro no ano em que se tornou o primeiro chefe do Executivo a não conseguir se reeleger para o cargo. A oitiva com o aliado está agendada para segunda-feira (18/11) às 14h, em Brasília.
O chamado para ouvir Cid ocorre após a recuperação de dados apagados em seus computadores por meio do aplicativo israelense Cellebrite, que também permite acessar dispositivos móveis, extrair dados e compartilhar evidências.
Cezar Bittencourt – advogado do tenente coronel da ativa – afirmou que não vê motivos para reavaliar o acordo de delação, destacando que todas as perguntas foram respondidas, exceto por esquecimentos, informa Daniela Lima em seu blog, no g1. Segundo seu texto, Bittencoirt reitera que Cid está colaborando com a PF e que novos questionamentos são comuns durante o processo.
O novo depoimento de Mauro Cid ocorre ao mesmo tempo em que Bolsonaro vê se dissolver seu sonho de se beneficiar com o projeto para anistiar manifestantes bolsonaristas golpistas terroristas condenados por envolvimento com o 8 de Janeiro, data dos ataques antidemocráticos contra as sedes dos Três Poderes, e, 2023, que imitou a invasão do Capitólio, nos Estados Unidos, em 6 de janeiro de 2021, após o então presidente Donald Trump ter sido derrotado pelo democrata Joe Biden, no ano anterior.
Assim como nos EUA, o quebra quebra na Praça dos Três Poderes foi motivado pela insatisfação com a eleição e posse do Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e desde então tem sido investigado sob a relatoria do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, que pediu apuração para mensurar o envolvimento de Bolsonaro com o atentado contra o Estado Democrático.
O uso da violência por extremistas de direita no Brasil pode ser enquadrado como terrorista, porque visa desestabilizar a ordem pública e atacar instituições democráticas, conforme diz o Código Penal Brasileiro, em sua Lei Antiterrorismo (Lei 13.260/16), que define terrorismo como o uso de violência ou ameaça para provocar terror social ou generalizado, com fins de coagir autoridades ou o público em geral.
Bolsonaro chama de “pobres coitados” os seus apoiadores que viraram réus após a selvageria inédita em Brasília e suas reivindicações para que as Forças Armadas atuassem no processo eleitoral, impedindo a terceira gestão de Lula. Contudo, as reações populares vistas na época vão mais além do que o ex-presidente tenta afirmar quando pede a anistia de todos, pois as movimentações foram resultado da desinformação causada pelas fake news disseminadas por aliados, das suas teorias de conspiração, da polarização política que causou e do discurso do ódio que ainda não parou de promover.
Após a vitória de Lula em outubro de 2022, apoiadores do hoje inelegível até 2030 bloquearam estradas e recorreram à violência. Em dezembro, foi descoberta uma tentativa de atentado em Brasília, conduzida por George Washington de Oliveira Sousa, que tinha planos de usar explosivos para impedir a posse de Lula, lembra Luiz Carlos Azedo, no Correio Braziliense, para quem, após as novas explosões de quarta-feira (13/11), em frente ao STF, “a bomba implodiu a anistia de Bolsonaro“.
Azedo diz que explosão que matou o bolsonarista após ele lançar bombas em frente ao STF “implodiu também qualquer possibilidade de aprovação de uma anistia para Bolsonaro, que está inelegível, e aos participantes dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro, que estão sendo investigados, processados e condenados pelo STF“. O colunista lembra que Moraes também será o responsável pelo atentado de Wanderley, o Tiu França.
O jornalista cita o acordo em andamento entre o PL e os candidatos favoritos às presidências do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para que a anistia entrasse em pauta nos plenários das duas Casas, mas “esse acordo subiu no telhado“.
“Primeiro, porque o barulho das explosões de quarta-feira chegou aos plenários das duas Casas, em alto e bom som. Tornou evidente que o flerte com os fanáticos de extrema-direita ligada a Bolsonaro é um perigo não debelado para a democracia“, escreve Azedo. “Segundo, porque a opinião pública tende a se solidarizar com o Supremo, ainda que o descontentamento da sociedade com muitas decisões dos ministros da Corte faça parte do caldo de cultura para o que ocorreu“.
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