Dificilmente o ex-presidente se livrará da cadeia, disseram magistrados, que mudaram a percepção anterior, de que uma eventual prisão do ex-presidente declarado inelegível poderia tumultuar o cenário nacional e aumentar seu capital político
Os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), que antes avaliavam que uma eventual prisão do ex-presidente declarado inelegível pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Jair Bolsonaro (PL), poderia tumultuar o cenário nacional e aumentar seu capital político, passaram a opinar que dificilmente ele se livrará da cadeia.
A mudança de percepção se deve à série de investigações que avançaram ao longo do ano, que fizeram com que o s magistrados passassem a acreditar que as chances de o ex-presidente escapar de uma punição são pequenas.
Pelos elementos já tornados públicos, como a falsificação dos cartões de vacina, as joias da Arábia Saudita e, em especial, a arquitetura de um golpe de Estado envolvendo diretamente Bolsonaro, “é muito difícil” que o ex-presidente receba uma pena que mantenha sua liberdade, avaliaram quatro magistrados, segundo Bela Megale, no ‘Globo‘.
Mesmo com as dúvidas levantadas pelo subprocurador-geral Carlos Frederico dos Santos sobre a delação do ex-ajudante ordens da Presidência Mauro Cid, os ministros da corte receberam informações de que a Polícia Federal avançou em provas ligadas aos fatos narrados pelo militar.
No STF, a expectativa é que a PF conclua em três meses a investigação sobre a atuação do ex-presidente em um plano golpista para impedir a posse do Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Esse é o caso considerado o mais grave e que pode levar Bolsonaro à prisão para os ministros da corte, diz o jornal.
Os ministros seguem com a opinião de que hoje não há elementos que justifiquem uma prisão preventiva do ex-presidente e defendem que ele precisa ter “todas as garantias do processo legal observadas” nos processos pelos quais responde.
