PF abre inquérito para investigar genocídio contra Yanomamis durante o governo Bolsonaro

Nas redes sociais, perfis pedem prisão de membros do governo Bolsonaro após a notícia de que a ex-ministra Damares Alves pediu que o ex-presidente vetasse o envio de leitos de UTI para os Yanomamis, durante a pandemia de Covid-19 | Imagem reprodução Twitter

Determinação é de Flávio Dino, que também aponta omissão de socorro, crimes ambientais e outros que podem ter ocorrido na Terra Indígena, em Surucucu (Roraima)



Por determinação do Ministério da Justiça, a Polícia Federal abriu um inquérito para investigar os crimes de genocídio, omissão de socorro, crimes ambientais e outros que podem ter ocorrido na Terra Indígena Ianomâmi, informou a PF nesta quarta-feira.

A investigação ficará a cargo da Superintendência Regional da PF em Roraima e ocorrerá sob sigilo.

Na terça-feira, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, havia pedido a abertura da apuração à PF para investigar a situação que levou à morte de crianças indígenas Ianomâmi.

Dino e integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva acusam o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro por serem responsáveis por essa situação que chamam de genocídio.

O Ministério da Saúde declarou na sexta-feira estado de emergência de saúde pública no Território Ianomâmi, a maior reserva indígena do país, após relatos de crianças morrendo de desnutrição e outras doenças levadas pelo garimpo ilegal de ouro.

Lula visitou no sábado a Casa de Saúde Indígena Ianomâmi, em Boa Vista, e prometeu que o governo vai “civilizar” o tratamento aos povos indígenas, além de acabar com o garimpo ilegal.

O Território Ianomâmi é invadido por garimpeiros ilegais há décadas, mas as incursões se multiplicaram depois que Bolsonaro assumiu o cargo, em 2018, prometendo permitir a mineração em terras indígenas anteriormente protegidas e se oferecendo para legalizar o garimpo.

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