
Emmanuel Macron 📷Chalinee Thirasupa 🔴Reuters/RFI | Masoud Pezeshkian 📷Majid Asgaripour 🔴WANA via REUTERS | Benjamin Netanyahu 📷 Nir Elias 🔴POOL/AFP via Getty Images
Em conversa telefônica, presidente iraniano acusa Israel de frustrar esforços de cooperação global, enquanto França condena ataques a civis e busca mediação no Oriente Médio
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Paris/Teerã, 21 de junho de 2025
Em uma ligação telefônica neste sábado (21/jun), o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, e o presidente da França, Emmanuel Macron, discutiram medidas para reduzir tensões regionais, mas o diálogo foi marcado por acusações iranianas contra Israel.
Respondendo ao apelo de Macron por iniciativas de construção de confiança, Pezeshkian reafirmou o compromisso do Irã com a cooperação internacional, mas culpou Israel por frustrar esses esforços com um suposto ataque em Teerã.
“Desde o início, busquei fortalecer as relações globais com base em respeito e confiança mútuos. No entanto, foi o regime sionista que interrompeu esse processo ao realizar o assassinato do mártir Haniyeh em Teerã“, disse Pezeshkian, conforme transcrição no Theran Times, referindo-se a Ismail Haniyeh, líder do Hamas, aliado do Irã.
O líder político do grupo palestino morreu em um ataque na capital iraniana, em 31 de julho de 2024, onde marcou presença na posse de Pezeshkian. O movimento atribui a Israel a responsabilidade pelo ataque.
Em resposta ao presidente do Irã, durante o telefonema, Macron esclareceu a posição da França, enfatizando sua neutralidade.
“Como disse em nossa conversa anterior, condenamos qualquer ataque direcionado a instalações civis e não nucleares”, afirmou o presidente francês, negando qualquer envolvimento ou apoio de Paris a ações militares de Israel contra o Irã.
A declaração reforça o papel da França como mediadora em meio às tensões no Oriente Médio, especialmente em questões relacionadas ao programa nuclear do Irã e ao JCPOA (Joint Comprehensive Plan of Action – Plano de Ação Conjunto Global).
O tratado internacional foi assinado em 2015 entre o Irã e o grupo P5+1 (EUA, Reino Unido, França, Rússia, China e Alemanha), com o objetivo de limitar o programa nuclear iraniano em troca do alívio de sanções econômicas.
O Irã concordou em reduzir seu estoque de urânio enriquecido, limitar o enriquecimento a 3,67% e permitir inspeções da IAEA (International Atomic Energy Agency – Agência Internacional de Energia Atômica), enquanto as potências ocidentais suspenderam sanções relacionadas ao nuclear.
Em 2018, os EUA se retiraram unilateralmente do acordo, reimpondo sanções, o que levou o Irã a retomar gradualmente atividades nucleares, gerando tensões e esforços diplomáticos para salvar o acordo, com negociações intermitentes até 2025.
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A conversa entre Macron e Pezeshkian neste sábado ocorre em um contexto de rivalidade histórica entre Irã e Israel, agravada por conflitos por procuração em países como Síria e Líbano e pelo apoio iraniano a grupos como o Hamas e o Hezbollah.
A menção de Pezeshkian a um “compromisso de longa data” do Irã com a diplomacia sugere uma tentativa de se apresentar como líder aberto ao diálogo, enquanto a acusação contra Israel serve para justificar desconfianças em negociações internacionais.
A França, por sua vez, busca manter canais abertos com Teerã, equilibrando suas relações com Israel e aliados ocidentais, como os Estados Unidos.
A condenação de Macron a ataques contra civis alinha-se com a postura da França de respeitar o direito internacional, enquanto a exclusão de instalações nucleares militares de sua crítica reflete preocupações com o programa nuclear iraniano.
O telefonema dos líderes expões os desafios de se promover a estabilidade no Oriente Médio, onde acusações mútuas e rivalidades geopolíticas dificultam avanços diplomáticos.
A insistência de Pezeshkian em culpar Israel pode complicar esforços de desescalada, enquanto Macron tenta preservar a credibilidade da França como mediadora.












