Barris de querosene de aviação da marca BR (Vibra Energia, licenciada pela Petrobras) no aeroporto e um avião ao fundo. O reajuste de até 56,3% no QAV entra em vigor nesta quarta-feira (1/abr) e deve pressionar custos das companhias aéreas / Crédito da imagem / Click Petróleo e Gás / 2025
Rio de Janeiro (RJ) · 01 de abril de 2026
A Petrobras anunciou nesta quarta-feira (1/abr) um reajuste de até 56,3% no preço do querosene de aviação (QAV), combustível essencial para as companhias aéreas brasileiras.
O aumento, que varia conforme o polo de venda e o modelo de contrato, entra em vigor imediatamente e vale para todo o mês de abril.
A alta média chega a 54,6% por litro nas 13 praças de comercialização da estatal. No polo de Ipojuca (PE), modalidade ETM, o preço por litro saltou de R$ 3,46 para R$ 5,4 — o maior percentual registrado. Já em Canoas (RS), a elevação foi de 52%.
Este é o quarto reajuste do QAV no ano e detalha as variações por modalidade de entrega, como LPA, ETM e EXA.
A estatal repassa as oscilações do petróleo internacional e do dólar de forma mensal, conforme previsto em contratos.
O Grupo Abra, controlador da Gol e da Avianca, havia sinalizado o movimento na véspera. Seu diretor financeiro, Manuel Irarrazaval, classificou o reajuste como “moderado” em relação à alta observada no mercado global.
Ele lembrou que “um aumento de US$ 1 por galão no preço do QAV pode exigir alta de cerca de 10% nas tarifas”.
O querosene de aviação responde por cerca de 30% dos custos operacionais das empresas aéreas. Com o reajuste, técnicos do governo federal estimam possível elevação de até 20% nas passagens aéreas, em um momento de recorde de passageiros no país.
A Vibra Distribuidora já comunicou clientes sobre o repasse de 54,63%.
Diante do cenário, o governo federal articula medidas de alívio, incluindo a redução de alíquotas de PIS/Cofins sobre o combustível, zeragem do IOF para o setor e incentivos ao leasing de aeronaves.
Essas iniciativas buscam equilibrar a dinâmica do mercado com a necessidade de manter a mobilidade acessível, reforçando o compromisso com uma economia brasileira mais justa.
