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    Em 48 h, Colômbia registra 26 ataques de “Terroristas, fascistas, narcotraficantes”, segundo Petro – O que acontece no país?

    O mandatário ordenou a “máxima persecução mundial” contra o grupo, com bloqueio de finanças pela Unidade de Informação e Análise Financeira e reforço de tropas

    Ataque com cilindro-bomba na Colômbia

    Pessoas observam local mais crítico no trecho de uma rodovia na Colômbia onde um cilindro-bomba foi acionado por narcotraficantes no sábado 24/abr / Foto: jornais locais

    Bogotá (CO) · 28 de abril de 2026

    No sábado (25/abr), um cilindro explosivo detonado na via Panamericana, em Cajibío (Cauca), na Colômbia, matou 20 civis e feriu 36 pessoas, a maioria mulheres.

    O ato integra uma onda de 26 ataques em 48 horas nos departamentos de Cauca e Valle del Cauca, atribuídos a dissidentes das FARC do Estado Mayor Central comandado por Iván Mordisco, segundo fontes locais.

    O episódio expõe a fragilidade da segurança em corredores estratégicos e o alto custo humano da disputa por controle territorial.

    A explosão ocorreu no setor El Túnel, quando o artefato atingiu um ônibus de transporte público (chiva) e outros veículos em um engarrafamento provocado por retenes ilegais.

    Segundo o governador Octavio Guzmán, entre os mortos estão 15 mulheres e cinco homens, todos adultos; três feridos permanecem em unidades de cuidados intensivos.

    A via, que transporta 20 mil veículos por dia, ficou paralisada por horas, segundo o El Tiempo. O El Espectador reportou que a ofensiva é liderada pelo Frente Jaime Martínez, uma das estruturas mais violentas da dissidência.

    O grupo, fora das mesas de diálogo há dois anos, busca manter o domínio sobre rotas de narcotráfico, mineração ilegal e extorsão que ligam o Pacífico ao interior do país.

    O jornal El Tiempo classifica o atentado como o mais letal contra civis em décadas na Colômbia.

    O presidente Gustavo Petro reagiu com firmeza.

    Em publicação nas redes, afirmou: “Os autores do ataque que matou sete civis e feriu outros 17 em Cajibío, muitos deles indígenas, são terroristas, fascistas e narcotraficantes. Seu líder é conhecido pelo pseudônimo de Marlon, que já foi totalmente identificado pela polícia e pela inteligência militar.”.

    O mandatário ordenou a “máxima persecução mundial” contra o grupo, com bloqueio de finanças pela Unidade de Informação e Análise Financeira (UIAF) e reforço de tropas, informou o Cambio Colombia.

    A violência armada continua a desafiar o projeto de justiça social e democracia na Colômbia. Enquanto o governo avança na política de paz total com grupos que cumprem compromissos, estruturas como a de Iván Mordisco optam pelo terror para preservar economias ilegais.

    A ação ocorre às vésperas de eleições e afeta diretamente comunidades indígenas e camponesas que há décadas sofrem o abandono estatal.

    FAQ Rápido

    Quem são os responsáveis diretos pelo atentado de Cajibío?
    Dissidentes do Frente Jaime Martínez, ligado ao Estado Mayor Central de Iván Mordisco, com alias Marlon como cabecilha operacional na região.

    O que o governo pretende fazer para conter a violência?
    Intensificar operações militares, bloquear recursos financeiros e ativar mecanismos de perseguição internacional, incluindo possível denúncia à Corte Penal Internacional.

    Como esse episódio afeta a política de paz de Petro?
    Reforça a distinção entre grupos dispostos ao diálogo e estruturas criminosas que rejeitam qualquer acordo, mantendo o foco na proteção da população civil e da democracia.

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