O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cumprimenta seu homólogo colombiano, Gustavo Petro, durante a 10ª cúpula da CELAC em Bogotá, Colômbia / Foto: Presidência Colombiana via Reuters/AlJazeera
Brasília (DF) 05 de abril de 2026
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, pediu ao homólogo brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que o Brasil estenda o sistema de pagamentos instantâneos PIX ao território colombiano.
A solicitação ocorreu no sábado (4/abr) por meio de publicação na rede social X, no contexto das críticas do governo dos Estados Unidos ao mecanismo brasileiro, e foi repercutido em portais colombianos como o La República. “Peço ao Brasil que estenda o sistema PIX à Colômbia; espero que, dessa forma, eles parem de considerar a lista da OFAC, que já não é útil”, escreveu Petro em trecho de longa mensagem em resposta a ameaças de Donald Trump de sancionar o Brasil por causa do avanço do PIX internacional.
Petro criticou duramente o sistema de sanções dos Estados Unidos citando a lista OFAC (Office of Foreign Assets Control [Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros]) – agência de inteligência e aplicação financeira do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos cuja principal função é administrar e aplicar sanções econômicas e comerciais baseadas na política externa e na segurança nacional dos EUA contra países, regimes, terroristas, traficantes internacionais de drogas e outros indivíduos ou entidades que representem ameaças.
O presidente da Colômbia disse que a OFAC deixou de ser uma ferramenta eficaz contra o narcotráfico — cujos grandes chefes, segundo ele, vivem tranquilamente em Dubai — e se transformou em um instrumento de perseguição política usado por Washington para pressionar e “domesticar” governos contrários aos seus interesses.
O líder colombiano defendeu a necessidade de uma governança global mais democrática e diversa, criticou as guerras motivadas por petróleo e acusou a extrema-direita de destruir a humanidade ao eliminar a diversidade.
Petro ainda cobrou de Trump o fim das guerras, classificou o premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, como genocida e denunciou que, na Colômbia, cartéis como o do Vale de Tenza compram comandantes policiais enquanto seus verdadeiros líderes operam protegidos no exterior.
Por fim, fez um apelo direto a Lula para que o Brasil estenda o PIX à Colômbia e ignore as sanções americanas, criando assim um sistema financeiro alternativo ao controle dos EUA.
O texto mistura defesa da paz, críticas à direita e propostas de independência financeira:
A iniciativa de Petro ganha relevância após Lula ter defendido publicamente o PIX na quinta-feira (2/abr) durante evento em Salvador, onde o Presidente brasileiro afirmou que o sistema “é do Brasil e ninguém vai fazer a gente mudar o PIX pelo serviço que ele está prestando à sociedade brasileira”.
O estadista brasileiro reconheceu a possibilidade de aprimoramentos, mas reafirmou a soberania nacional sobre a ferramenta lançada em 2020 pelo Banco Central.
Fontes internacionais, como o portal especializado Bitcoin.com, registraram a movimentação como mais um episódio de resistência latino-americana às pressões comerciais dos Estados Unidos, que acusam o PIX de distorcer o comércio internacional ao favorecer transações fora do dólar.
A proposta de expansão do PIX para a Colômbia reforça o debate sobre integração financeira na região e o fortalecimento de alternativas autônomas em um cenário de crescente multipolaridade.
Petro defendeu ainda a necessidade de “governança global democrática” que respeite a diversidade econômica dos povos.

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