Petista militante da CUT é assassinado em MG – “Cresce número de casos com objetivo de destruir a esquerda e consolidar uma ditadura militar no país”, diz site

28/12/2019 2 Por Redação Urbs Magna
Petista militante da CUT é assassinado em MG – “Cresce número de casos com objetivo de destruir a esquerda e consolidar uma ditadura militar no país”, diz site

Cresce o número de casos de agressão e assassinato de militantes e dirigentes da esquerda, com o avanço da extrema-direita


Do Diário Da Causa Operária – No dia 23 de dezembro, mais um militante da esquerda foi encontrado morto.

De acordo com uma nota publicada no portal de notícias INVERTA – MG, o motivo da morte ainda não foi esclarecido, mas haveria fortes indícios de se tratar de assassinato com motivação política, tendo em vista a atuação de Ivan Lucio na CUT e no PT de Minas Gerais.

Ele é descrito pelos amigos como um militante “daquele de ir pra luta mesmo, pra rua defender nosso Brasil.

Um petista apaixonado pelo partido.”

Segundo relatou um irmão de Ivan Lucio, o crime teria acontecido entre os dias 20 e 21 de dezembro, em Belo Horizonte:

Quem o matou, trancou a porta do apartamento por dentro, localizado no Bairro da Serra, e saiu pela janela. Segundo os vizinhos, ouviram pelas 3h da manhã Ivan gritando e pedindo socorro e clamando para a pessoa não ‘fazer aquilo’. Mas ninguém, nenhum vizinho, nada fizeram. A família só foi chamada depois.

Com o avanço da extrema-direita, multiplicaram-se os casos de agressão e até de assassinato de militantes e dirigentes da esquerda, trabalhadores sem-terra, atingidos por barragens e indígenas.

Desde antes do assassinato da vereadora do Psol Marielle Franco e de seu motorista Anderson, as notícias sobre companheiros vítimas de emboscadas, mortos pela polícia, por milícias, pistoleiros e outros grupos de direita já haviam se tornado frequentes, especialmente no campo e nas periferias das grandes cidades.

Entre os casos mais recentes estão os assassinatos de um dirigente do Psol no Acre, de um militante do MST no Rio de Janeiro, dos caciques do Povo Guajajara no Maranhão e de um ativista indígena no Amazonas.

Calar a voz de quem combate o governo é parte essencial do programa político da extrema-direita bolsonarista.

O objetivo é destruir a esquerda e consolidar uma ditadura militar no país.

Nesse cenário, destaca-se o papel do estado como agente da repressão e responsável por incitar os grupos direitistas.

Portanto, a polícia e o estado dominado pela direita nada podem fazer para proteger de fato a população, ainda mais os que se identificam como esquerdistas, socialistas e comunistas em geral.

Nesse sentido, é preciso que as direções dos movimentos populares, sindicatos e partidos da esquerda abandonem de uma vez a crença nas instituições burguesas como a polícia e o judiciário para protegê-los e punir os responsáveis pelos ataques.

Em vez disso, é necessário responder à altura cada ataque da direita com a organização de comitês de autodefesa e exigir o direito ao armamento do povo como forma de luta contra o golpe.

Como principal palavra de ordem nesse contexto, a esquerda deve mobilizar os trabalhadores pelo “Fora Bolsonaro” e pela derrubada de todos os golpistas e da extrema-direita do poder.

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