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    Pesquisa Quaest: 55% veem Lula como vencedor e só 25% apostam em Flávio Bolsonaro

    — calculando —
    Pesquisa Quaest - Lula Tetra

    📷 Quaest logo / Imagem meme viral de Maradona com Messi nas redes sociais mostra caixa com uma peça com a inscrição ‘Lula Tetra’ |•| Arte Urbs Magna

    RESUMO
    URBS MAGNA

    | Brasília (DF)
    20 de julho de 2026

    Uma pesquisa inédita da Genial/Quaest indica que 55% dos eleitores brasileiros acreditam na reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de outubro.

    Apenas 25% apostam na vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

    O levantamento, divulgado pelo O Globo nesta segunda-feira (20/jul), revela uma percepção amplamente favorável ao atual mandatário em todos os recortes demográficos analisados.

    Essa visão importa porque antecipa não só intenções de voto, mas o grau de mobilização e apoio que cada campanha pode esperar nas próximas semanas.

    Quando a maioria dos eleitores já considera um resultado provável, o cenário influencia doadores, aliados partidários e até o comportamento de lideranças políticas.

    O dado mais expressivo aparece nos recortes por segmento. Entre os evangélicos, grupo historicamente alinhado ao bolsonarismo, 45% veem Lula como vencedor contra 36% que apostam em Flávio Bolsonaro.

    Entre os eleitores independentes, a diferença é ainda maior: 52% acreditam na vitória do presidente e apenas 14% na do senador.

    A confiança na vitória da oposição também recuou entre os eleitores de direita.

    No segmento de direita não bolsonarista, o percentual dos que acreditam na vitória do campo oposicionista caiu de 67% em abril para 46% em julho.

    Entre os bolsonaristas raiz, o índice passou de 80% para 72%.

    “Conversei com três dirigentes de partidos de direita nos últimos dias, e eles concordam que o risco da campanha bolsonarista é virar uma profecia autorrealizável: se a maioria acha que Flávio vai perder, ele acaba perdendo”, registrou o colunista Thomas Traumann.

    A mesma análise destaca que Flávio Bolsonaro dispunha de tempo para resolver pendências internas com Michelle Bolsonaro, Tarcísio de Freitas e Nikolas Ferreira, além de apresentar explicações sobre os mais de R$ 65 milhões recebidos do banqueiro Daniel Vorcaro.

    O prazo até o registro das candidaturas, em 5 de agosto, torna-se agora um período de maior exposição a ataques e denúncias.

    Pesquisas anteriores de intenção de voto da Genial/Quaest, divulgadas em meados de julho, já mostravam Lula à frente de Flávio Bolsonaro no segundo turno por 45% a 37%.

    O novo recorte sobre percepção de vitória reforça essa tendência e amplia o quadro para além das urnas.

    A percepção de derrota pode reduzir o engajamento de partidos aliados e limitar o tempo de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão.

    Partidos como PP, União Brasil e Republicanos mantêm posição mais reservada em relação à candidatura de Flávio Bolsonaro.

    “Um eleitor pode votar no candidato que defende suas propostas mesmo achando que ele vai perder. Um político, porém, terá muito mais cautela em embarcar num barco afundando”, completou Thomas Traumann.

    O cenário atual conecta-se diretamente às eleições de 2022 e ao processo de reconstrução institucional que marcou o início do terceiro mandato de Lula.

    A consolidação da percepção de vitória do presidente reflete, em parte, a avaliação do desempenho do governo em áreas prioritárias para amplos setores da população.

    FAQ rápido

    1. O que a pesquisa Genial/Quaest mostra exatamente sobre a vitória?
    55% dos eleitores acreditam na reeleição de Lula e 25% apostam na vitória de Flávio Bolsonaro.

    2. Como está a percepção entre os evangélicos?
    Entre os evangélicos, 45% veem Lula como vencedor e 36% apostam em Flávio Bolsonaro.

    3. Qual o principal risco apontado para a campanha de Flávio Bolsonaro?
    A queda de confiança pode gerar uma profecia autorrealizável, reduzindo apoio de aliados e doadores nas próximas semanas.



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