Jornal cita equilíbrio do número de pesquisados entre oposição e base aliada, mas esta oferece ao governo apoio frágil e de fidelidade duvidosa, sendo composta por partidos como União Brasil, Republicanos e PP
RESUMO <<Uma pesquisa da Quaest, divulgada em 2 de junho, revela que 46% dos deputados federais avaliam negativamente o governo Lula, enquanto apenas 27% têm percepção positiva. A amostra incluiu 203 parlamentares (40% da Câmara), mas os veículos não detalharam a distribuição partidária. A base governista de Lula inclui partidos de esquerda (PT, PCdoB, PSB, PSOL, etc.) e aliados pragmáticos do Centrão (MDB, PSD, PP, Republicanos, União Brasil), muitos com apoio instável. Partidos do Centrão frequentemente votam contra o governo em pautas polêmicas, como anistia aos envolvidos no 8 de Janeiro. Apesar de nominalmente ter 389 deputados na base, apenas 130 são considerados fiéis>>
Brasília, 02 de julho de 2025
Uma pesquisa Quaest, divulgada nesta quarta-feira (02/jun) por vários sites, especialmente aqueles que resolveram minimizar os avanços da terceira gestão do Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), aponta que 46% dos deputados federais avaliam negativamente seu governo e que apenas 27% deles têm percepção positiva.
O instituto realizou, entre 7 de maio e 30 de junho, entrevistas com 203 parlamentares da Câmara, o equivalente a 40% da composição atual, mas nenhuma das publicações – a exemplo no g1, Terra, GaúchaZH, Metrópoles, Jovem Pan, InfoMoney ou Poder360 – menciona especificamente quais partidos pertence os políticos, tampouco a porcentagem de deputados filiados a cada legenda.
De acordo com os textos das fontes supracitadas, a pesquisa teria sido feita com base em critérios de região geográfica e orientação ideológica das legendas, mas não detalham a distribuição partidária.
O g1, por exemplo, cita que a amostra reflete a divisão por região e ideologia, mas não lista os partidos envolvidos ou suas respectivas proporções. A única informação relacionada à filiação partidária está no jornal O Globo, indicando que 32% dos deputados se declararam da base governista, mas ela possui muitos bolsonaristas em partidos como MDB (Movimento Democrático Brasileiro); PP (Progressistas); Republicanos e União Brasil.
Assim, a base governista vai além de deputados da esquerda, abrangendo um grande número de parlamentares de centro, de direita e de extrema-direita, o que sua fidelidade “duvidosa“.
Os partidos que atualmente compõem a base aliada do governo Lula na Câmara dos Deputados são aqueles que possuem representação na Esplanada dos Ministérios ou declararam apoio formal ao governo.
PT (Partido dos Trabalhadores), tem 67 deputados, considerado o núcleo fiel da base, liderando a coalizão e ocupando 10 ministérios.
PCdoB (Partido Comunista do Brasil), tem 8 deputados, é consistentemente fiel ao governo e integra a Federação Brasil da Esperança com PT e PV.
PV (Partido Verde), tem 6 deputados, também faz parte da Federação Brasil da Esperança e apoia o governo de forma consistente.
PSB (Partido Socialista Brasileiro), tem 14 deputados, é um aliado fiel, ocupando ministérios como Indústria e Comércio (Geraldo Alckmin).
PSOL (Partido Socialismo e Liberdade), tem 12 deputados, integra a base fiel, embora possa adotar posturas independentes em pautas específicas.
Rede (Rede Sustentabilidade), tem 2 deputados, é aliada consistente.
PDT (Partido Democrático Trabalhista), tem 18 deputados, mas apresenta dissidências, como no caso da votação contra o aumento do IOF, onde votou majoritariamente contra o governo.
MDB (Movimento Democrático Brasileiro), tem 44 deputados, mas tem fidelidade frágil, com 20 deputados apoiando a anistia do 8 de Janeiro e 19 favoráveis ao perdão aos golpistas.
PSD (Partido Social Democrático), tem 43 deputados e sua adesão ao governo caiu de 86% em 2023 para 77% em 2024, com 23 deputados apoiando a anistia do 8 de Janeiro.
PP (Progressistas), tem 48 deputados, mas apenas 52,1% de suas votações na Câmara são alinhadas ao governo, e 35 deputados apoiaram a anistia do 8 de Janeiro.
Republicanos, tem 41 deputados, tendo aumentado apoio de 77% para 81% entre 2023 e 2024, mas 28 deputados apoiaram a anistia do 8 de Janeiro.
União Brasil, tem 59 deputados, a terceira maior bancada e a menor taxa de adesão ao governo (46,7%), com 40 deputados apoiando a anistia do 8 de Janeiro.
Avante, tem 7 deputados, mas seu apoio é condicional e menos expressivo.
Solidariedade, tem 4 deputados, mas com influência limitada e apoio condicional.
Assim, a base “fiel” de Lula (PT, PCdoB, PV, PSB, PSOL, Rede) representa cerca de 130 deputados, ou aproximadamente 1/4 da Câmara.
Partidos do Centrão (MDB, PSD, PP, Republicanos, União Brasil), com cerca de 250 deputados, são aliados pragmáticos, frequentemente votando contra o governo em pautas sensíveis, como a anistia do 8 de Janeiro (146 deputados da base apoiaram o requerimento de urgência) ou o aumento do IOF em 2025 (346 votos contra, incluindo MDB, PSD, PP, Republicanos, União Brasil e PDT).
Partidos como União Brasil, PP e MDB frequentemente se aliam ao PL de Bolsonaro em votações ou eleições municipais, como visto em 2024, quando PP integrou 995 chapas com o PL contra 595 com o PT.
O apoio do Centrão é condicionado à liberação de emendas parlamentares e cargos. Em 2025, insatisfações com atrasos nas emendas levaram a derrotas do governo, como na votação do IOF.
Partidos como União Brasil, MDB, PSD e PP já articulam candidaturas próprias ou apoio a opositores como Tarcísio de Freitas para 2026, indicando que sua aliança com Lula é temporária e estratégica.
Embora os partidos da base somem cerca de 389 deputados, apenas 283 a 317 são considerados fiéis, dependendo da pauta. Casos específicos, como a anistia do 8 de Janeiro, mostram que 99 deputados de MDB, PSD, PP, Republicanos e União Brasil (41% dos 241 deputados dessas siglas) declararam apoio à proposta, contra os interesses do governo.
Na votação da PEC 45/2024, 61 deputados da base votaram contra o governo. Assim, pode-se estimar que cerca de 60 a 100 deputados da base (especialmente do Centrão) agem frequentemente contra Lula, dependendo da votação, com destaque para:
União Brasil: 25 deputados favoráveis à anistia do 8/1.
PP: 35 deputados apoiaram a anistia.
MDB: 19 deputados favoráveis à anistia.
PSD: 15 deputados favoráveis à anistia.
Republicanos: 28 deputados apoiaram a anistia.
Assim, a base aliada de Lula inclui 14 partidos (PT, PCdoB, PV, PSB, PSOL, Rede, PDT, MDB, PSD, PP, Republicanos, União Brasil, Avante, Solidariedade), totalizando cerca de 389 deputados. No entanto, a fidelidade é instável.
Especialmente entre os partidos do Centrão (MDB, PSD, PP, Republicanos, União Brasil), frequentemente votam contra o governo em pautas polêmicas. Estima-se que 60 a 100 deputados desses partidos podem ser considerados contrários a Lula em votações específicas, com destaque para a anistia do 8 de Janeiro e pautas fiscais.
Na pesquisa Quaest, 32% da oposição, 27% independentes e outros 9% não souberam ou não responderam, mas sem especificar partidos ou percentuais por legenda.![]()









Quem tem que sair fora são esses deputados vagabundos que não fazem nada e rouba o povo
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