📷 O presidente Lula durante evento em Santa Catarina, em 26 de junho de 2026, e o senador Flávio Bolsonaro durante campanha para seu pai em 2022 |•| Imagens reprodução / Canal.Gov / YouTube | Redes sociais |•| Arte URBS MAGNA
| Brasília (DF)
05 de agosto de 2026
A pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quarta-feira (5/ago) aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) amplia a liderança nas intenções de voto para as eleições de 2026 e registra a melhor avaliação de seu governo desde o início da série de levantamentos.
A dois meses do pleito, o levantamento mostra que 66% têm votos já decididos, o que reduz a margem de manobra das campanhas e reforça a disputa centrada em temas de justiça institucional e confiança democrática.
O levantamento, realizado entre 31 de julho e 3 de agosto com 1.500 eleitores por telefone e margem de erro de 2,5 pontos percentuais, está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-04579/2026.
No cenário estimulado de primeiro turno, Lula alcança 43%, oito pontos à frente de Flávio Bolsonaro (PL), com 35%. Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 5,7%, Renan Santos (Missão) com 4,7% e Romeu Zema (Novo) com 2,6%. Na espontânea, o petista lidera com 34,4% e o senador com 23%.
Nos confrontos de segundo turno, Lula vence todos os adversários testados.
Contra Flávio Bolsonaro, o placar é 48,5% a 43%, com 4% de brancos e nulos. Frente a Ronaldo Caiado, fica 48,5% a 40%. Contra Romeu Zema, 48,5% a 37%.
Diante de Renan Santos, 48% a 34,7%.
A redução de brancos e nulos no embate principal indica cristalização da polarização.
A rejeição permanece elevada e quase empatada: 48% não votariam de jeito nenhum em Flávio Bolsonaro e 47,4% em Lula.
Outros nomes registram índices bem menores.
O teto de rejeição de ambos limita o crescimento e mantém a disputa no campo da mobilização dos já decididos.
A aprovação pessoal de Lula chega a 48,5%, contra 49% de desaprovação — o melhor resultado em oito edições.
A avaliação do governo como ótimo ou bom atinge 36,6%, praticamente empatada com ruim ou péssimo (37%).
Educação recebe a melhor nota positiva (40,7%), enquanto Segurança Pública concentra a pior (44,8% de ruim ou péssimo).
Perguntados se Lula merece um novo mandato, 48% respondem que sim e 50,4% que não.
Os recortes demográficos do segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro expõem divisões profundas.
O petista vence entre mulheres (55% a 34,5%), jovens de 16 a 24 anos (55,6%), idosos acima de 60 (58,1%), eleitores de até um salário mínimo (56,5%), no Nordeste (62% a 30,9%), católicos (59,1%) e outras religiões (57,1%).
Flávio lidera entre homens (52,2% a 41,5%), faixas de 25 a 44 anos, renda acima de três salários, no Norte (70,8% a 21,9%), no Sudeste (61,4% a 29,5%) e entre evangélicos (70,8%).
Esses contrastes reforçam o peso da identidade regional e religiosa na formação do voto.
Temas internacionais e institucionais também aparecem.
Sobre as tarifas dos Estados Unidos, 35,1% responsabilizam o governo Lula e 28,3% a família Bolsonaro.
O apoio explícito de Donald Trump é visto como negativo por 44,9% dos entrevistados; apenas 20% consideram que aumenta as chances de voto.
A confiança nas urnas eletrônicas fica em 35,3% que confiam muito, 22,2% pouco e 24,3% que não confiam, com divisão clara por preferência eleitoral.
Para o futuro, 33,1% apontam o combate à corrupção como prioridade do próximo presidente, seguida de saúde e educação (20,9%) e economia (16,4%).
Sobre o melhor resultado das eleições, 28,1% preferem a vitória de Lula, 26,8% a volta da família Bolsonaro e 19,1% um candidato moderado.
No campo trabalhista, a estabilidade no emprego lidera as preferências, e 42,7% afirmam que deixariam de votar em quem não apoie o fim da escala 6×1.
62,1% são favoráveis a valor mínimo de remuneração para motoristas e entregadores de aplicativo.
A melhora na avaliação do governo, combinada à polarização já consolidada, coloca o debate público no centro da defesa das instituições e da lisura do processo eleitoral.
A pesquisa confirma um eleitorado atento a temas de justiça social e confiança nas regras democráticas.
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