Resolução nº 23.600/2019 exige comunicação prévia à Justiça Eleitoral para divulgação pública de pesquisas; infração pode resultar em multa entre R$ 53.205 e R$ 106.410, além de sanções penais por eventual divulgação de dados fraudulentos
Pesquisa da consultoria mexicana Áltica Research coloca Flávio Bolsonaro à frente de Lula em segundo turno para 2026, com 45,6% contra 44,9%. Sondagem não registrada no TSE viola lei eleitoral, sujeita a multas de até R$ 106 mil. Divulgada em redes sociais, levanta dúvidas sobre credibilidade e influência estrangeira. Há irregularidades em amostra de 2.200 entrevistas online.
Brasília (DF) · 28 de janeiro de 2026
Uma pesquisa divulgada por uma consultoria mexicana tem gerado amplo debate ao posicionar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um hipotético segundo turno.
A sondagem, realizada pela Áltica Research, sediada no México, não possui registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), configurando uma irregularidade conforme a legislação eleitoral vigente.
De acordo com os dados divulgados, Flávio Bolsonaro obteria 45,6% das intenções de voto contra 44,9% de Lula, em um cenário de segundo turno.
A pesquisa também avaliou a aprovação do governo atual, apontando 47,3% de rejeição e 45,2% de aprovação. Segundo O Globo, a amostra envolveu 2.200 entrevistas online entre 20 e 24 de janeiro, com margem de erro de 2,1 pontos percentuais.
A ausência de registro no TSE viola a Resolução nº 23.600/2019, que exige comunicação prévia à Justiça Eleitoral para divulgação pública de pesquisas. Como destacado pelo JOTA, tal infração pode resultar em multa entre R$ 53.205 e R$ 106.410, além de sanções penais por eventual divulgação de dados fraudulentos.
A Áltica Research publicou os resultados em suas redes sociais, intensificando as críticas sobre a transparência e a possível influência estrangeira em debates eleitorais brasileiros.
Analistas apontam que a consultoria, fundada em 2018 e especializada em pesquisas de opinião na América Latina, carece de histórico consolidado no Brasil, o que levanta questionamentos sobre sua metodologia e isenção.
“A divulgação sem registro compromete a credibilidade e pode configurar manipulação”, afirmou um especialista em direito eleitoral conforme o Diário do Centro do Mundo.
Essa não é a primeira controvérsia envolvendo pesquisas eleitorais no país. Em contextos anteriores, como as eleições de 2022, irregularidades semelhantes levaram a investigações pelo TSE.
Aqui, a sondagem surge em um momento de polarização, com Flávio Bolsonaro emergindo como potencial candidato da direita, enquanto Lula busca consolidar sua base para uma possível reeleição.
Especialistas em ciência política enfatizam a necessidade de verificação rigorosa de fontes estrangeiras, especialmente em um ecossistema midiático suscetível a desinformação.
A Áltica Research defende sua metodologia como robusta, mas não respondeu a questionamentos sobre o registro ausente até o momento.

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Historinha sem pé nem cabeça. Nunca esse filhote do BOZZOASNO têm condições de superar LULA… É fakenews da braba…
Se é para falar em mentira, ilegalidade e roubo o.nome certo e Flavio Bolsonaro
Não acredito em nenhuma pesquisa que o FLÁVIO fica a frente do #LULA
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