📷 Presidente Luiz Inácio Lula da Silva na posse da nova diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, SP / Foto: Ricardo Stuckert | Senador Flávio Bolsonaro e presidente da Argentina, Javier Milei, dançam em evento em São Paulo / Foto: Toni Pires/Poder360 |•| ARTE URBS MAGNA
| Brasília (DF)
27 de julho de 2026
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abriu a maior vantagem já registrada sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no primeiro turno da corrida presidencial, segundo a pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (27/jul): 42% contra 33%, nove pontos de diferença, em levantamento feito já sob o impacto do novo tarifaço anunciado pelos Estados Unidos.
O que mudou desde a última rodada
O instituto Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados, a pedido do BTG Pactual, ouviu 2.004 eleitores entre os dias 24 e 26 de julho, com margem de erro de dois pontos percentuais.
Em relação à rodada anterior, de 13 de julho, quando Lula tinha 40% contra 34% de Flávio, o presidente cresceu dois pontos e o senador recuou um — movimento que, somado, amplia a distância entre os dois para o maior patamar da série histórica da pesquisa em 2026.
No segundo turno, Lula chega a 47%, patamar que o instituto já vinha registrando nas últimas rodadas.
O cenário é de recuo de Flávio nessa simulação, enquanto o presidente se mantém estável — o que caracteriza uma ligeira mudança em relação à rodada de 13 de julho, quando os dois estavam tecnicamente empatados por 47% a 44%.
Agora, há um empate técnico entre Lula, Flávio, o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) e o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), dentro da margem de erro da pesquisa.
Potencial de voto e rejeição
Além dos cenários de primeiro e segundo turno, a pesquisa mediu o potencial de crescimento de cada nome — soma dos que já votam no candidato com os que poderiam vir a votar.
Lula tem potencial de 50% e rejeição de 48%, enquanto Flávio Bolsonaro registra 46% de potencial e 50% de rejeição — ou seja, mais eleitores descartam voto nele do que poderiam considerá-lo.
O dado mais relevante desta rodada não é a distância no primeiro turno, já usual nas últimas pesquisas, mas o momento em que ela aparece: dias após o anúncio de novas tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
O resultado sugere que a estratégia de vincular a candidatura de Flávio Bolsonaro à política comercial de Donald Trump pode estar produzindo efeito oposto ao pretendido pelo entorno bolsonarista, na medida em que o eleitorado parece reagir ao tarifaço identificando o ônus econômico com o campo político que o inspirou.
Novos recortes da pesquisa BTG/Nexus, incluindo aprovação do governo Lula e avaliação por região e faixa etária, devem ser divulgados ao longo do dia pelo instituto.
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