Sobre a homenagem ao estadista pela Acadêmicos do Niterói, a maioria dos respondentes a vê “dentro da legalidade ” e como “parte da liberdade de expressão da escola “
Brasília (DF) · 26 de fevereiro de 2026
Outra pesquisa da Latam Pulse (AtlasIntel/Bloomberg), divulgada nesta quinta-feira (26/fev), aponta que para a maioria dos respondentes o desfile da agremiação do grupo especial Acadêmicos de Niterói, que homenageou o Presidente da República Federativa do Brasil, Excelentíssimo Senhor Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a homenagem está “dentro da legalidade ” e faz “parte da liberdade de expressão da escola “.
A pesquisa revela um cenário de opinião pública profundamente polarizada e fragmentada por nichos demográficos e políticos.
O desfile teve um alcance massivo: 96,4% dos entrevistados souberam do evento. No entanto, a forma de consumo variou drasticamente, com 68,9% dizendo que acompanharam apenas por “cortes ou comentários na internet” e 27,5% afirmando que assistiram ao desfile na íntegra ou em sua maior parte.
Isso indica que o impacto da homenagem foi amplificado muito mais pelo debate digital e pela fragmentação das redes sociais do que pela transmissão televisiva tradicional do Carnaval.
A percepção sobre a legitimidade do desfile reflete a divisão política do Brasil, com 47,9% considerando que a homenagem está dentro da legalidade e faz parte da liberdade de expressão da escola e 45,4% acreditam que se tratou de propaganda política antecipada, configurando crime eleitoral que deveria ser punido pelo TSE.
A margem entre as duas visões é de apenas 2,5%, o que demonstra que o desfile foi lido pelo público através de uma lente partidária, e não puramente cultural.
Os dados da terceira imagem revelam onde estão as maiores discrepâncias de comportamento e percepção:
♦ 95% dos eleitores de Jair Bolsonaro consumiram o desfile via cortes/internet (provavelmente em contextos de crítica), enquanto 54,1% dos eleitores de Lula assistiram ao desfile completo.
♦ 75,8% dos evangélicos acompanharam por cortes, contra 55,2% dos católicos.
♦ No Nordeste, apenas 50,6% ficaram só nos cortes, com uma participação maior na audiência direta. Já no Centro-Oeste, 91,3% consumiram apenas fragmentos digitais.
♦ A faixa de 16 a 24 anos é a que mais consome via internet (98,3%), quase não assistindo à transmissão completa.
A pesquisa sugere que o Carnaval de 2026 serviu como um “termômetro” da temperatura política do país. A Acadêmicos de Niterói conseguiu visibilidade nacional, mas o evento foi “sequestrado” pela lógica das bolhas digitais:
♦ Para a base governista, foi um ato de celebração cultural e liberdade.
♦ Para a oposição, tornou-se um artefato de denúncia eleitoral.
♦ O alto índice de consumo por “cortes” (68,9%) mostra que a narrativa sobre o evento foi moldada por influenciadores e algoritmos, e não necessariamente pela experiência artística do desfile em si.
IMAGEM POSITIVA DE LULA
Outro dado relevante apontado na pesquisa é a rejeição de Flávio e de Jair Bolsonaro, que superam a rejeição a Lula.
O filho do condenado por tentativa de golpe de Estado aparece com 54% nas respostas sobre avaliação negativa. Seu pai, com 53%, e o Presidente Lula com 50%.
O filho do condenado por tentativa de golpe de Estado aparece com 54% nas respostas sobre avaliação negativa. Seu pai, com 53%, e o Presidente Lula com 50%.
Os dados indicam um cenário de extrema polarização, com quase todos os líderes apresentando índices de rejeição superiores à aprovação, com uma única exceção notável no topo do ranking.
O levantamento mostra Tarcísio de Freitas como o líder com o melhor equilíbrio entre imagem positiva e negativa. Ele é o único com saldo neutro (0pp), apresentando 47% de imagem positiva e 47% de negativa.
Lula aparece em segundo lugar em aprovação com 46%, mas sua imagem negativa é de 50%, resultando em um saldo de -4pp.
Michelle Bolsonaro: Mantém 45% de imagem positiva e 50% de negativa (-5pp); Nikolas Ferreira apresenta 44% de imagem positiva e 52% de negativa (-8pp); e Jair Bolsonaro registra 43% de aprovação e 53% de rejeição (-10pp).
No extremo oposto, figuras do Legislativo como Davi Alcolumbre (-74pp) e Hugo Motta (-82pp) possuem as piores avaliações, com rejeição acima de 78%.
A análise das séries temporais entre o final de 2024 e o início de 2026 revela movimentos importantes na percepção pública:
Lula, após um pico de aprovação de 60% no final de 2024, tem sua imagem oscilando e se estabilizou em 46% positiva e 50% negativa em fevereiro de 2026.
Jair Bolsonaro mantém uma trajetória de estabilidade negativa, variando pouco ao longo de 2025 e fechando o período com 53% de imagem negativa e 43% positiva.
Tarcísio de Freitas iniciou o período com aprovação baixa (32%) e alta incerteza, mas conseguiu consolidar sua imagem positiva, atingindo 47% em fevereiro de 2026, empatando com sua rejeição.
Flávio Bolsonaro, embora ainda tenha uma rejeição alta (54%), apresentou uma tendência de melhora em sua imagem positiva, subindo de 35% para 43% em poucos meses.
Fernando Haddad enfrenta uma resistência persistente, com imagem negativa variando entre 50% e 56%, fechando fevereiro de 2026 com 53% de rejeição e 43% de aprovação.
A pesquisa reflete um Brasil onde a “terceira via” ou nomes moderados ainda lutam para romper a barreira da polarização. Tarcísio de Freitas emerge como a figura mais resiliente, conseguindo equilibrar sua base de apoio com uma rejeição menor que a de outros líderes da direita e da esquerda.
Por outro lado, o governo (representado por Lula e Haddad) e a oposição tradicional (família Bolsonaro) parecem ter atingido um teto de cristal, onde a aprovação raramente supera a marca dos 45%-47%, evidenciando um país dividido quase exatamente ao meio.

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