A capital do Amazonas sofre com queimadas que deixam a paisagem cinza e afeta a qualidade do ar, com níveis altamente prejudiciais à saúde
A PF (Polícia Federal) prendeu em flagrante dois homens por suspeita de envolvimento em queimada ilegal em região próxima a Manaus nesta quarta-feira (11). Eles foram encontrados com motosserras, galões de gasolina e fósforos, segundo a polícia.
Ainda de acordo com o órgão os presos disseram que já praticaram o mesmo crime anteriormente. Os homens foram encaminhados para a Superintendência Regional da PF e, em seguida, para audiência de custódia.
A capital amazonense vem sofrendo com as queimadas, que, nesta quinta (12/10), pelo segundo dia consecutivo deixaram a paisagem cinza na cidade. A fumaça afetou a qualidade do ar, que chegou a níveis muito prejudiciais à saúde, informou a ‘Folha de São Paulo‘.
Dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) apontam para um recorde de focos de calor no Amazonas. Foram 2.684 registros apenas nos primeiros dez dias de outubro no estado, contra 1.503 em todo o mês no ano passado.
A alta nos incêndios florestais levou o governo de Wilson Lima (União Brasil) a decretar, em setembro, situação de emergência ambiental.
A Polícia Federal investiga as causas das queimadas na região metropolitana de Manaus. De acordo com comunicado da PF, a área vem sendo monitorada por meio de sistemas de geoprocessamento.
Na tarde desta quinta-feira, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, disse em uma rede social que mais equipes da Força Nacional atuarão no combate às queimadas no Amazonas.
“Atendendo à orientação do presidente Lula, e à vista da solicitação do governador e da bancada federal amazonense, vamos mobilizar mais efetivo da Força Nacional para reforçar as nossas equipes que já estão lá combatendo incêndios florestais“, escreveu.
Segundo o Inpe, até esta terça-feira (10), os municípios de Lábrea (344 focos de calor), Boca do Acre (263) e Novo Aripuanã (245), no interior do estado, lideravam o número de queimadas.
PIOR SECA EM 43 ANOS
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A seca histórica que atinge o Estado do Amazonas diminuiu drasticamente o volume de água do Rio Negro. A Coluna recebeu fotos aéreas de uma região, a comunidade de Tumbira, num igarapé próximo à entrada do famoso arquipélago de Anavilhanas. O leito do rio praticamente secou em dezenas de quilometros floresta adentro, isolando os ribeirinhos.

Tumbira fica a 80 km de Manaus. A ultima grande seca ali foi há 12 anos, contam os nativos. Apesar das situações climática e hídrica atípicas deste ano, os ribeirinhos apontam que o leito do rio volta ao normal no início de dezembro.

Em alguns pontos do Estado o nível da água caiu tanto que dificulta a chegada de ajuda às comunidades locais, cujo acesso se dá principalmente por meio fluvial. O Rio atingiu nesta quinta-feira (5) a marca de 14,9m, esta já é considerada a 9ª pior seca da história do Amazonas. Os rios Negro e Solimões já baixaram mais de 6 metros.

Além dos impactos na população, a seca também tem afetado a fauna e a flora da região. Pescadores relataram que milhares de peixes têm morrido devido às condições dos rios Solimões, Negro e o Rio Amazonas, com a alta temperatura da água também. Além de peixes, foram encontrados cerca de 125 botos-cor-de-rosa mortos na beira do rio em decorrência da alta temperatura.

