São vistos também ovos (30 unidades) por R$ 9,80, melão amarelo a R$ 2,78/kg, laranja pera a R$ 1,85/kg, alho a R$ 9,50/kg, cebola branca a R$ 1,98/kg, batata doce roxa a R$ 2,65/kg, cenoura a R$ 3,68/kg, uva sem sementes a R$ 3,48/kg e alface a R$ 1,98 por unidade – ENTENDA
Brasília, 10 de agosto de 2025
Um vídeo postado nas redes sociais apresenta uma sequência de imagens de um supermercado em que o narrador mostra diversos produtos em promoção.
São vistos ovos (30 unidades) por R$ 9,80, melão amarelo a R$ 2,78/kg, laranja pera a R$ 1,85/kg, alho a R$ 9,50/kg, cebola branca a R$ 1,98/kg, batata doce roxa a R$ 2,65/kg, cenoura a R$ 3,68/kg, uva sem sementes a R$ 3,48/kg e alface a R$ 1,98 por unidade.
O influenciador digital Pedro Ronchi ironiza lembrando que no governo passado, do ex-presidente mais golpista que o Brasil já teve, dizia que o Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ainda como candidato ao Palácio do Planalto, caso vencesse a eleição de 2022 faria “o povo comer cachorro“, em referência a antigas argumentações sobre a fome na Venezuela.
As imagens, feitas no “Novo Atacarejo“, rede de supermercados presente nos estados de Pernambuco e Paraíba, no Nordeste do Brasil, mostram ainda a frase junto a um emoji de coração, “LULÁ É TETRA ❤️”, sugerindo que o estadista está caminhando facilmente para uma insuperável quarta gestão.
Assista abaixo e saiba, a seguir, como anda o preço dos alimentos no Brasil
O Lula vai fazer o povo comer cachorro. A comida com o Lula: pic.twitter.com/nrRJsGXxc4
— Pedro Ronchi 🇧🇷 (@PedroRonchi2) August 10, 2025
Atualmente, o Novo Atacarejo está com promoções de aniversário, e alguns vídeos nas redes sociais, especialmente no YouTube, mostram ofertas de diversos produtos, incluindo alimentos.
Embora o vídeo acima mostre as promoções, não há confirmação de que os preços ainda estejam válidos, pois geralmente são de datas específicas ou de estoques limitados.
Entretanto, uma consulta na página da rede mostra uma promoção de bandeja de ovos ao preço de R$ 4,78 a cartela com 20 unidades limitadas a 5 por cliente, e é referente à oferta de inauguração de uma de suas filiais na semana passada.

Mas como anda os preços normais por aí?
Atualmente, o cenário dos preços dos alimentos contém algumas oscilações. Globalmente, o Índice de Preços de Alimentos da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) subiu 1,6% em julho, impulsionado principalmente por aumentos nos preços de carnes e óleos vegetais.
No Brasil, no entanto, a situação é um pouco diferente. Dados do IBGE mostram que os preços dos alimentos caíram em julho, com destaque para a queda de produtos como batata, cebola e arroz. Essa queda contrasta com a alta de 7,33% registrada em maio em comparação com o mesmo período do ano anterior.
A variação de preços é influenciada por uma série de fatores, tanto nacionais quanto internacionais, como as condições climáticas que afetam as safras, a demanda do mercado global e a própria inflação.
Os brasileiros também começam a sentir os efeitos do “tarifaço” imposto pelo governo dos EUA de Donald Trump, mostrando uma relação direta com os preços dos alimentos.
Em 6 de agosto, entrou em vigor uma tarifa de importação de 50% sobre produtos brasileiros. Essa medida, que adiciona uma sobretaxa a uma alíquota já existente, tem o objetivo de favorecer a produção interna dos EUA.
Para o Brasil, o impacto mais imediato é a queda dos preços no atacado de alguns produtos. Com a dificuldade de exportar para um grande mercado como o americano, a oferta de produtos como carne, café e laranja aumenta no mercado interno brasileiro, levando a uma redução nos preços.
Por outro lado, nos Estados Unidos, a medida pode ter o efeito oposto, pois os varejistas alertaram que as tarifas podem aumentar ainda mais os preços dos alimentos para os consumidores americanos. O objetivo das tarifas é que os agricultores americanos produzam mais para o consumo interno, mas a transição pode levar tempo e gerar instabilidade.
Em resumo, enquanto as tarifas podem causar uma queda pontual nos preços de alguns produtos brasileiros no mercado interno, nos Estados Unidos o impacto inicial tem sido de aumento de preços.
O cenário ainda é de incerteza, e o efeito a longo prazo dependerá de como o mercado global e os países afetados se ajustarão a essas novas políticas comerciais.








