O camarista de SP, Rubinho Nunes, um dos fundadores do MBL, entrou com ação alegando que nomeação fere lei das estatais devido à participação na campanha, o que não ocorreu
“Lula mal foi diplomado e já vai receber um processo meu pela indicação de Aloizio Mercadante para presidir o BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social] . A Lei das Estatais proíbe que coordenador de campanha ocupe o cargo. Lula responderá na Justiça por essa irresponsabilidade”, afirmou no Twitter o vereador paulista Rubinho Nunes (UB).
O camarista entrou com ação na Justiça do Distrito Federal para tentar impedir a nomeação e pediu suspensão da indicação de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), feita na terça-feira (13/12), com base na lei que, argumentada na peça, determina um período de espera de 36 meses para a nomeação a cargos de diretoria de pessoas que participaram de campanhas eleitorais.
A assessoria do ex-ministro informou que ele apenas colaborou com a formulação do programa e não exerceu qualquer função remunerada durante a campanha de Lula, “não tendo sido vinculado a qualquer atividade de organização, estruturação ou realização da campanha” e que Mercadante ocupa o cargo de presidente da Fundação Perseu Abramo, que não faz parte da estrutura decisória do Partido dos Trabalhadores.
Além disso, um novo texto da lei, aprovado na Câmara dos Deputados no mesmo dia do anúncio de Lula sobre Mercandante, e que ainda precisa da aprovação no Senado Federal antes de entrar em vigor, encurta o prazo passa de 36 meses para 30 dias.
Após um tuíte de Rubinho Nunes informando sobre “processo contra Lula“, um perfil na plataforma respondeu ao camarista afirmando que “Mercadante não esteve formalmente na campanha” e que “a lei é muito clara sobre isso”. Depois mugiu para o vereador: “Muuuuuu!“, escreveu, imitando gado de Bolsonaro, e ainda concedeu a ele um “Selo Perdeu Mané Não Amola“, conforme postado abaixo:
Um outro perfil na plataforma afirmou que o vereador errou: “Que lei? Eu, cidadão comum já sei que a lei já foi alterada e aprovada na Câmara, necessitando apenas da aprovação do Senado onde passará muito fácil. Te atualiza cara. Você trabalha com isso e não está atualizado. Que País é esse? Deus nos ajude“.
Uma terceira conta diz que, conforme ouviu “na TV, Bolsonaro fez isso várias vezes”. Na sequência o perfil questiona ao vereador se o camarista “processou ele também”. Em seguida diz: “Mas, não se preocupe, a lei foi mudada ontem“.
