“Perdemos a batalha para encurtar o governo do cavernícola”, diz Breno Altman

O jornalista Breno Altman, editor do Opera Mundi, e o presidente Jair Bolsonaro em encontro bilateral com o Presidente da República Italiana, Sergio Mattarella, em foto de José Dias/PR | sobreposição de imagens


PROGRESSISTAS POR UM BRASIL SOBERANO

O youtuber Jones Manoel, famoso por seus ataques contra Lula e o PT, quis entender a opinião do jornalista e o questionou mais. LEIA A RESPOSTA do fundador do ‘Opera Mundi’

O jornalista fundador do Opera Mundi, Breno Altman, afirmou, em seu perfil no microblog Twitter, na tarde deste domingo (7/11), que a esquerda perdeu “a batalha para encurtar o governo do cavernícola“.

Ele se referiu a Jair Bolsonaro (sem partido), presidente do Brasil.

Para o editor, “faltou mobilização social suficiente e tanto o “centrão” quanto a oposição de direita protegeram o presidente“.

Ainda segundo Brano Altman, é preciso ser “realistas” porque “a campanha Fora Bolsonaro já mudou de natureza.”

Fora Bolsonaro, agora, é Lula 2022“, disse ainda.

O YouTuber Jones Manoel, que tem sido massacrado pela esquerda por seus posicionamentos contra Lula e o PT, questionou o jornalista sobre o motivo de sua afirmação e Brano Altman o treplicou.

O editor disse que “nossas organizações são socialmente fracas e porque a maioria do povo não acreditou que fosse possível derrubar Bolsonaro“.

Altman explicou que, em lugar de insistir em uma organização forte que pudesse enfrentar o presidente a ponto de detê-lo e tirá-lo do poder, os brasileiros contrários ao governo Bolsonaro “jogaram suas perspectivas para as eleições de 2022“, em que Lula aparece como favorito, de acordo com todas as pesquisas de intenção de voto divulgadas pelos institutos.

Insatisfeito, Jones Manuel insiste: “mas por que a maioria do povo não acreditou, Breno? Tu acha, por exemplo, que faltou por parte de algumas lideranças de peso nacional agitar para os atos e o Fora Bolsonaro ou não, foi feito tudo a contento?

Breno é decisivo: “Foi feito tudo razoavelmente a contento, dentro de nossas fragilidades, que são muitas. Lula poderia ter se empenhado pessoalmente? Sim, mas o ganho seria pouco, porque a artilharia para “eleitoralizar” sua participação seria enorme, incluindo parte da esquerda extra-parlamentar.

Veja abaixo:

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